Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

Voto Seguro

Publicidade

Não costumo usar esta coluna para intervir diretamente na política nacional. Muito menos para escrever a partir de um viés assumido.

Decatlon

Mas é justamente por ter plena consciência desse viés (ao dirigir nacionalmente a campanha de António José Seguro) que esta é uma daquelas exceções necessárias. Há eleições que permitem análise distanciada. Há eleições que nos obrigam a escolher lado e a dizê-lo com clareza. As presidenciais de 18 de janeiro pertencem, sem margem para dúvida, à segunda categoria.

Portugal chega a estas eleições numa encruzilhada rara. Não se decide apenas um nome para Belém. Decide-se que contrapeso democrático queremos num país hoje profundamente inclinado à direita. Mais do que escolher um árbitro distante, escolhemos a voz que pode recentrar o sistema político e devolver confiança a uma democracia cansada de gritos, radicalização e cálculos táticos.

Nos últimos anos, Portugal consolidou um alinhamento quase monocolor no poder: Governo, Associação Nacional de Municípios, a maioria das freguesias e das Comunidades Intermunicipais estão hoje sob liderança de direita. Este cenário seria, em teoria, apenas uma configuração política legítima, se não fosse acompanhado por uma Assembleia da República com o equilíbrio de forças mais à direita de que há memória. Chega e Iniciativa Liberal empurram o debate público para territórios cada vez mais extremos.

A democracia precisa de alternância e de equilíbrio, não de um pêndulo preso num só lado do espectro político. Eleger um Presidente ancorado no centro-
esquerda e na esquerda moderada é, neste contexto, menos um gesto partidário e mais um mecanismo de segurança institucional.
O Presidente da República é, constitucionalmente, “o Presidente de todos os portugueses”. Mas isso não significa neutralidade perante o desequilíbrio. Pelo
contrário: num país em que o Executivo e a maioria parlamentar convergem à direita, a neutralidade passa justamente por garantir que o centro político não é
varrido do mapa.

Um Presidente com raízes na social-democracia, na esquerda moderada e no compromisso reformista pode ser a âncora que falta num tempo em que o debate público se radicaliza e as pontes se queimam mais depressa do que se constroem. Não se trata de pôr Belém em campanha permanente contra o Governo. Trata-se de ter em Belém alguém capaz de lembrar, todos os dias, que a democracia é um regime de equilíbrios, não de monopólios ideológicos.
Vivemos um tempo de desconfiança nos políticos, alimentado tanto pelos erros de governação como pelo ruído permanente de quem vive da ideia de que “são
todos iguais”. É também um tempo de individualismo agressivo, em que cada caso é medido pela vantagem imediata e não pelo bem comum, e em que a política se faz mais nas redes sociais do que nas instituições.

Nesse ambiente, ganhou espaço uma cultura do grito: quem fala mais alto parece ter sempre razão, quem insulta ocupa o centro do palco, quem simplifica problemas complexos é premiado com atenção. O resultado é um empobrecimento do debate, em que a serenidade é confundida com fraqueza e a ponderação com falta de coragem. O país não precisa de mais faíscas. Precisa de quem tenha a capacidade e a coragem de baixar o volume. 

É neste cenário que a candidatura de António José Seguro se distingue. Seguro é, antes de mais, um homem de seriedade inatacável. Alguém cuja biografia política não vive de golpes de teatro, mas de um percurso consistente de serviço público e respeito pelas instituições. Num tempo de individualismo, é
reconhecido como um construtor de pontes, habituado a procurar convergências e a falar com quem pensa diferente sem precisar de o transformar em inimigo.

Num tempo de gritos, apresenta-se como uma força tranquila, ponderada, que não confunde firmeza com agressividade nem autoridade com arrogância. Num
tempo de falta de diálogo interpartidário, traz a experiência de quem liderou reformas parlamentares e mostrou, na prática, que é possível mudar mantendo
abertas as pontes entre partidos.
Há ainda uma dimensão que torna esta eleição particularmente decisiva: a política internacional nunca teve uma centralidade tão grande na vida interna dos países como hoje. Dos conflitos armados às crises energéticas, das migrações às transições climática e digital, não há fronteira que proteja Portugal dos ventos que sopram lá fora.

Ter em Belém alguém com experiência europeia sólida, conhecimento profundo do funcionamento das instituições comunitárias e capacidade de diálogo ao mais alto nível é uma vantagem concreta para o país. Seguro traz uma bagagem internacional que nenhum dos outros candidatos possui da mesma forma. E isso conta quando se trata de representar Portugal, dar peso à sua voz e defender os seus interesses numa Europa em mutação acelerada.
No fundo, a eleição de 18 de janeiro é menos sobre uma biografia individual e mais sobre que lugar queremos reservar ao equilíbrio, à seriedade e ao diálogo
no sistema político português. Num tempo em que tantos fazem carreira a partir da desconfiança e da divisão, o apoio a António José Seguro é, ao mesmo
tempo, uma escolha de campo e uma afirmação de modelo: um voto pelo equilíbrio, um voto pela confiança, um voto pelo Seguro.

Publicado em: 30/12/2025

Ethos -fixo 1 Ethos Bolama

Notícias Relacionadas

Guimarães e a inteligência artificial: pormos a tecnologia a trabalhar

Domingos Bragança, cidadão honorário de Guimarães

Já ninguém ouve ninguém

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}