Numa altura em que os telemóveis são quase uma extensão do nosso corpo e onde é raro encontrar um jovem que não esteja com os olhos colados a um ecrã, a professora Rosário Borralheiro conseguiu aquilo que muitos julgariam impossível: transformou uma biblioteca escolar num espaço de tal forma apetecível que os alunos fazem fila para entrar e, ali dentro, nem sequer se lembram do telemóvel. Proibidos por regra, é certo, mas mais do que isso, substituídos por jogos de tabuleiro, recortes, pintura, croché, xadrez e convívio. “Eles estão a descobrir coisas que gostam imenso de fazer e que não sabiam, porque estavam sempre com a maquineta nas mãos.”
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Publicado em: 27/04/2026