Aos 69 anos, Manuel Moreira continua a não saber estar parado. O vimaranense passou grande parte da vida entre tecidos, desenhos, colecções e feiras internacionais, construindo um percurso profissional ligado ao desenho têxtil. Hoje, depois de uma carreira de várias décadas, encontrou na pintura uma nova forma de dar espaço à criatividade que o acompanha desde criança.
A relação com o desenho começou cedo. Na escola, era precisamente a disciplina de Desenho e Trabalhos Manuais que mais o fascinava. “Quando tinha que ir para a matemática, não ia com o mesmo entusiasmo”, recordou com humor. Mas foi já aos 18 anos que percebeu que aquele gosto poderia transformar-se numa profissão. Concorreu a um lugar no gabinete de bordados da Coelima e acabou por ser o escolhido.
Seguiram-se anos dedicados ao desenho têxtil, passando por algumas das empresas mais importantes do sector, onde chegou a ser responsável por um dos maiores gabinetes de desenho da região. “Era o responsável pelas colecções e andava de feira em feira”, contou, lembrando viagens profissionais a Frankfurt e até Nova Iorque. Uma experiência que lhe permitiu conhecer técnicas, mercados e realidades diferentes e que foi aperfeiçoando o olhar artístico que já trazia consigo.
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Publicado em: 04/11/2026