Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

Os provérbios nossos amigos

Publicidade

O provérbio, a frase curta e direta nela contido, é algo que atravessa o tempo e caracteriza a humanidade e a cultura própria de cada povo. Há-os portugueses,

Decatlon

há-os chineses, egípcios, ingleses e cada cultura terá os seus. O Livro dos Provérbios, que faz parte do Antigo Testamento, é um livro bíblico baseado em frases mais ou menos simples, mas sobretudo marcantes, que tendem a constituir uma espécie de “etiqueta de boas maneiras” e de ensinamentos diretos para aplacar o erro. Diz-se que remontará aos ditos sábios do Rei Salomão e à necessidade de escrever essas sentenças escritas sobre a vida e as legar para a posteridade. Pode ter sido assim. As várias culturas adotaram esse género de comunicação baseada num ou mais ditos que por ter atravessado gerações, incólumes, ganharam um estatuto de verdade.

Atualmente é raro lerem-se ou ouvirem-se provérbios. É uma pena, diria. Eu quando era pequeno fartei-me de os ouvir e, creio, os meus livros da instrução primária estavam pontuados por esses ditos. O provérbio era um conselho e ao mesmo tempo terminava uma lamentação de forma lacónica: meu caro, água mole em pedra dura, tanto dá até que fura, há que continuar a batalhar. O provérbio não estendia a conversa, terminava-a. Apesar dos provérbios serem, entre eles, incoerentes, já que é precisamente da discussão que nasce a luz.

O provérbio sempre foi uma espécie de psiquiatra de bolso. Quando não havia ainda muita gente disposta a ouvir os nossos problemas pessoais, e a fazer-se (e bem) pagar por isso, havia sempre um amigo que nos atirava vão-se os anéis, ficam os dedos. Pois, na realidade, não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. E não há nada mais direto ou prático do que isto. Para que estou eu aqui a lamentar a minha vida quando é precisamente pela boca que morre o peixe. Se eu falar muito dos meus problemas vou mesmo afundar-me neles pois o cântaro a ir à fonte assim tantas vezes, vai acabar por se partir.

O provérbio é grátis. Acumulou séculos de experiência, foi testado, foi usado nas circunstâncias mais difíceis já que em tempo de guerra não se limpam armas, e resistiu. Mas está a definhar, a desaparecer. Já não se usa tanto. E é pena.

Há provérbios de que gosto muito. O enquanto o pau vai e vem, folgam as costas é dos meus preferidos. Há um cinismo otimista na sentença: concentra-te no alívio e não no martírio! A utilidade prática do mais vale um pássaro na mão do que dois a voar é um ensinamento clássico e tremendamente útil, para não cometermos o erro de termos mais olhos do que barriga. Há muitas vezes humor na apreciação às pessoas, gosto particularmente do desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra. Do cão tenho essa experiência … e do homem também.

Dos chineses há também muitos, bons e vastos provérbios: não compense na ira, o que lhe falta na razão. Bem aplicado a certas correntes políticas atualmente em alta e que se devem combater através de outro provérbio chinês: seja lento na promessa e rápido no desempenho. Mas o melhor dos chineses é a importância que se dá ao exemplo da vida de cada um: ao morrer o leopardo deixa a sua pele, ao morrer o homem deixa o seu nome. Acredito que tal provérbio não seja muito popular nas associações de defesa dos animais…

Podiam certamente fazer-se longas e frutuosas conversas só com provérbios, evitando a maçada da retórica própria. Ó Joaquim faz como ele quer, cada macaco no seu galho, se ele quer assim faz assim, albarda o burro à vontade do dono. Tens razão Manel quem sabe calar, evita guerrear, e de mais a mais, há males que vêm por bem, vamos comer e beber qualquer coisa que a vida são dois dias. Peixe não, que peixe não puxa carroça.

No entanto há-os um pouco estranhos, apesar de sobreviverem no tempo. A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina é um deles. Com a sardinha concordo, com a mulher nunca pensei assim pois sigo, coerentemente, o provérbio os homens (e também as mulheres, acrescento) não se medem aos palmos.

O provérbio pode não estar na moda, mas a sua utilidade é indesmentível. É prático e simples e deixou de se usar, pois as pessoas acham que conseguem dizer coisas mais importantes do que estas, testadas há séculos e séculos. Mas presunção e água benta, cada um toma a que quer. E eu como sei dos provérbios que vozes de burro não chegam ao céu, guardo-me para daqui a um mês, pois a boda e batizado não se vai sem ser convidado e, meus caros, cada um é (mesmo) para o que nasce.

Publicado em: 03/03/2026

Bolama Guimarães Verde VitrusBus

Notícias Relacionadas

Guimarães e a inteligência artificial: pormos a tecnologia a trabalhar

Domingos Bragança, cidadão honorário de Guimarães

Já ninguém ouve ninguém

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}