Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

Ocaso

Publicidade

Com um percurso de milhares de anos, a nossa civilização dá mostras duma alteração profunda na sua organização. Crendo-se, no entanto, que serão ainda e apenas muitos dos sintomas,

Decatlon

o que transparece é que ela já atinge a essência do que temos sido. E sem querer qualificar o sentido dessa mutação em curso, por ela ser o resultado evolutivo duma consciência social que foi avançando, o que parece poder depreender-se é que o vetusto modelo patriarcal assumido ao longo de toda a nossa caminhada está, no mínimo, em crise e esta vai-se reflectindo em variadíssimos aspectos, da estrutura à hierarquia e daí até ao convívio mais comezinho.

Pode crer-se, portanto, que a “Europa”, como o todo que consistia na sua diversidade de particularidades e gradações, está em declínio de determinadas competências (mormente na literacia), ou pelo menos desacelerou nelas. Sendo que esta nominada “Europa” deve, e tem, que ser entendida como circunscrita espacialmente a um núcleo central e aderências que, no seu conjunto, abarcam, mais ou menos e no continente, aquele espaço que correspondeu aos limites máximos da expansão romana. E ainda, de certa maneira, os países escandinavos. Bem como, o que já estará subentendido, que a designação se reporta apenas à civilização aí desenvolvida.

Posto isto, passemos a atentar possíveis causas e nos efeitos desse modelo que, parece, nos está a abandonar.
Elas, as causas, podem advir da emergência da espécie. Isto porque, sem um qualquer suporte devidamente comprovado, pode-se pensar que as diferenças morfológicas de género nos humanos possibilitaram o predomínio do macho obre a fêmea, por força, ademais de outras, das suas características perante o processo reprodutivo. Isto porque na crida extrema crueza vivida nos vagidos do “sapiens”, e nas centenas de milénios posteriores, as mulheres, por elas, estariam total ou parcialmente incapacitadas durante largos períodos para participarem plenamente (em igualdade com as não grávidas ou, menos e também, nas não aleitantes) no quotidiano que lhes fosse imposto. Daí e pela natureza da reprodução sexuada, poder, do mesmo modo, deduzir-se a consequência, ab initio, da agregação e subsequente densificação dela.

Tudo porque a lógica primária que preside a todo, e qualquer, processo material massivo determina o prosseguimento consequente dele (da partícula ao átomo, deste ao elemento, à molécula, à célula, etc., etc,), numa cadeia ininterrupta e contínua de sucessiva complexização. Sequência que, nos animais, consiste na função procriadora, que é a suprema razão de o seu estar individualizável (como de forma lhana escreveu Aristóteles na sua “Política”, ao afirmar que “nas criaturas humanas, tal como nos outros animais e nas plantas, há um impulso natural no sentido de querer deixar depois de um indivíduo um outro ser da mesma espécie”). Desta compreensão e continuando-a poderá concluir-se, igualmente, que, por aqueles remotos tempos e nos muitos que se lhe seguiram, a mesma diferente morfologia privilegiava a força física masculina, acentuando assim aquela já dita disparidade e dotando os homens, dentro do grupo, duma superioridade evidente perante o decurso hodierno da vida por então vivida.

Com estes considerandos, retornemos à nossa civilização. Ao como nela eles se concretizaram ao longo destes últimos dois milénios e tal. Destarte e sem retroceder no passado, arribemos aos tempos helénicos aonde a encontramos já plenamente sedentarizada e parcialmente agregada em núcleos habitacionais. E onde a família era a base da sua estrutura. Família essa, em regra, monogâmica e patriarcal. Patriarcal porque aquela superioridade masculina já se apresentava como um efeito natural impositivo e incontornável. E para se atentar essa pretensa superioridade, basta recordar que já nos tempos homéricos, na Odisseia, se relata como Telémaco repreende a mãe, Penélope, perante os pretendentes dela, ordenando-lhe “recolhe à tua câmara e trata dos labores que te são próprios, do tear e da roca, e ordena às escravas que vão para o trabalho”. Atitude que nos mostra que, mesmo naqueles tempos ainda não helenísticos, a mulher não tinha intervenção política, nem direitos civis e estava sujeita à tutela dum homem (primeiro do pai, depois do marido e na falta deste a filho varão ou, não existindo ele, ao parente masculino mais próximo). Situação de subordinação que se manterá nos tempos que se lhe seguiram e que, reportada a Atenas, pátria da dita originária democracia (?), está assumida por diversos escritores: de Aristófanes, mormente na comédia “Lisistrata”, ao já citado Aristóteles. E que elas, as mulheres, remetidas ao gineceu eram comparadas à “mélissa”, preferencialmente à mestra, como resulta do “Oikomonikós” de Xenofonte, ou do poema “Iambus” de Sêmonides de Amorgos; ou seja, estavam destinadas à perpetuação da família (concepção de filhos egítimos) e à tarefa da administração doméstica. Sem nos alongarmos mais nesta listagem de invocações tendentes a demonstrarem essa existente subalternidade feminina, basta lembrar que nem sequer as eupátridas estavam inscritas nas listas dos “polítikoi” e apenas constavam das da respectiva “fratria” (para se lhes reconhecer e obterem a naturalidade). Assim, nesses idos a que nos estamos a reportar, a condição social da mulher era, portanto, duma quase total dependência do homem que a tutelava e duma sociedade em que do “Céu” (Olimpo, onde, entretanto e entre muitas outras, encontramos a sabedoria -Athena- e as artes -Musas-) à “Terra” (a dita democracia), as sujeitava e por isso o homem imperava sobre elas.

Depois, da transladação da cultura helénica para a romana, a posição da mulher pouco se alterou. É que, completamente enraizado aquele modelo patriarcal do “Céu” à “Terra”, a sociedade continuou predominantemente masculina, sobrelevando os “patria potestad” e “pater família”, que mantiveram a opressão que, a par da quase ausência de direitos individuais, fica bem patenteada numa das cerimónias da modalidade de casamento mais usada pelos “civis”, em que a esposa ao entrar em casa do marido e além doutras práticas, perguntada por ele qual era o seu nome, abdicava do próprio e respondia com a feminização do dele.
Posto isto, dir-se-á que esse estatuto social das mulheres vai permanecer quase inalterável durante toda a Idade Média, como se pode considerar ironizado no mito anedótico dos “cintos de castidade” da época das cruzadas.

A regra da sociedade patriarcal manteve-se, portanto, firme e incontestável. E assim se vai aguentar durante as seguintes fases atribuíveis à nossa civilização, do Renascimento ao Século das Luzes.
Depois … depois surge um fenómeno que lhe provoca alterações: a industrialização e a sua sucessiva ampliação em progressão geométrica. O que, para a perspectiva que se prossegue neste texto, pressupõe, e corresponde a necessidade de um maior volume de mão de obra e também ela duma intensidade progressiva. Ora, por diversos motivos que não cabe agora escalpelizar, essa maior quantidade, a partir de determinado momento, centra-se em, e alimenta-se também de, mulheres. Mulheres que não estavam empregadas e passam a estar; para mais deslocadas para o local de trabalho. Para essas o “gineceu” ficava para trás, no passado. E novas relações se estabelecem entre elas, para o trabalho e não só, pois começam a interiorizar a necessidade de direitos próprios e de os exigirem.
Neste último contexto, finalmente, a partir de meados do século XIX nascem os primeiros movimentos reivindicativos. Que recrudescem no século seguinte e terminam por conquistar direitos políticos, civis e caminham para a plena igualdade de género que, neste nosso presente, está já, pode dizer-se, estatuída (as quotas são um sinal nesse sentido, se bem que questionável), mas que não se encontra ainda socialmente integrada (considere-se o “Céu” católico). Integração que está a ser processada em termos nacionais, ou mesmo regionais e a diferentes andamentos, uns e outros dependentes das particularidades de cada uma dessas sociedades (lembre-se que em Portugal e por meados do século passado ainda era legalmente admissível o depósito de mulher casada).

Em qualquer caso, ao modelo patriarcal, parece, a “matadora” já lhe enterrou a espada até à guarda e a “praça” assiste a ele ser volteado na “arena”, à espera que se desmorone agonizante.
“Quid sequitur”?

Fundevila,
17 de Janeiro de 2025

Publicado em: 28/01/2025

Ethos Ethos -fixo 1 VitrusBus

Notícias Relacionadas

Guimarães e a inteligência artificial: pormos a tecnologia a trabalhar

Domingos Bragança, cidadão honorário de Guimarães

Já ninguém ouve ninguém

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}