Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • Sobre nós
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • Sobre nós
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

O jogo político

Publicidade

É muito difícil para qualquer cidadão português passar ao lado da situação de instabilidade política em que o país entrou. Um parlamento fragmentado e a tendência

Decatlon

nacional dos partidos políticos para verem muito pouco além do seu umbigo, criou a situação atual. Na Europa, e na Alemanha em particular, há uma tendência de se privilegiar a governabilidade do país, aceitando-se a maioria que saiu das eleições, mesmo que ela, como acontece em Portugal, seja frágil. Tanto o SPD como a CDU alemã garantem a governabilidade do partido que ganha. Este é um exercício de responsabilidade que a maioria dos cidadãos esperam dos eleitos e que, sinceramente, gostaria de ver em Portugal.

Tendo o condicionamento das minhas próprias opções políticas, vejo esta crise política com desagrado e tento (não sei se o consigo) ver os erros cometidos, sobretudo aqueles que Luís Montenegro poderia perfeitamente ter evitado.

O facto de ter o privilégio de ter uma voz escrita neste jornal obriga-me, creio, a não assumir um papel de evangelizador, mas, sobretudo, de refletir com quem me lê as preocupações que todos temos e a melhor forma de democraticamente, em conjunto, pela reflexão, fazermos as escolhas que, a cada momento, entendemos importantes para o país.

Não vou, neste artigo, fazer a cronologia dolorosa dos últimos tempos. Vou tentar (espero que bem) refletir sobre aquilo que levou ao Governo a apresentar uma moção de confiança no Parlamento sabendo, à partida, que o PS e o Chega votariam contra e fariam com que o Governo caísse.

O ponto de não retorno começou, em minha opinião, pelo anúncio do PS em pôr a funcionar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao Primeiro-Ministro, por direito potestativo que os partidos têm, isto é, pela prerrogativa de agendarem essa iniciativa sem haver necessidade de uma maioria para a pôr em marcha.

O PS disse, claramente, que iria convocar a CPI por, em seu entender, as explicações de Montenegro não terem sido suficientes apesar da discussão havida, basicamente sobre o mesmo assunto, aquando das moções de censura do Chega e do PCP, que o PS não votou favoravelmente.

O PS abriu a Caixa de Pandora nunca antes utilizada na democracia portuguesa, nem com Sócrates! Já vimos algumas CPI que fizeram jus ao trabalho parlamentar, outras nem por isso, mas é um mecanismo democrático legítimo que requer, acima de tudo, responsabilidade e parcimónia.

Para qualquer um de nós é fácil antever o que nos esperaria, enquanto país, com uma CPI deste tipo a todo o vapor. O Primeiro-Ministro não a poderia ter aceitado, mas, ainda assim, pareceu-me, fez um esforço para que ela se desse em tempo minimamente razoável para produzir conclusões. O PS não aceitou por motivos, para mim, óbvios: a CPI não tinha a preocupação de esclarecer, mas, tão só, manter o Governo em desgaste contínuo durante o maior tempo possível, possibilitando que o PS ganhasse eleitoralmente com esse desgaste. Iríamos ver, certamente, semana após semana, as idas e vindas do Primeiro-Ministro, as tiradas populistas de Ventura ou Pedro Nuno Santos, numa espécie de Inquisição Moderna, paralisante para o país, para a economia, para o PRR (do qual ainda só se executaram pouco mais de um terço dos fundos disponíveis e que terminará em 2026). Depois iria ser chamada certamente a mulher, os filhos, pessoas que sem qualquer traquejo político ou retórico (suponho) seriam trituradas por tarimbados espertalhões.

Não entendo, sequer, como Luís Montenegro pôs a hipótese de aceitar a CPI, sabendo, como sabia, que o que estava ali em causa era mais um truque, a montagem de um degradante espetáculo mediático, do que uma tentativa de esclarecimento.

Quando o PS fala, e bem, de que o Chega utiliza os mecanismos democráticos para sabotar a democracia, não é capaz de aplicar a si próprio esse pensamento. Mais: Pedro Nuno Santos deu de bandeja ao Chega o roteiro para a sua ação política nos próximos anos. Um partido que se alimenta do caos, que só dele cresce e se alimenta, poderá, doravante, utilizar o mesmo truque. A caixa foi aberta.

As eleições legislativas serão, creio, perante o cenário dantesco que se perspetivava, um mal menor. E mesmo que chateados com tudo isto, é a nós, os eleitores, que cabe a palavra decisiva: essa é a virtude da democracia.

Desejar que, como pediu o presidente da República, se assista a um debate elevado que se foque nos problemas dos portugueses é tão ingénuo como achar que a CPI iria esclarecer o que quer que seja. Esperar que não saiam mais notícias, a conta-gotas, atacando a seriedade de Luís Montenegro, tem a mesma probabilidade de um Euromilhões. Caber-nos-á, no meio do fumo e dos cartazes, tentar perceber o que propõem afinal os partidos políticos. Esse é o esforço requerido a cada um de nós, a cada eleitor consciente.

Países há em quem nem não se vota, assiste-se impotente à realidade. E a democracia, tal como a vida, é para ser vivida e participada. E se possível compreendida com bom-senso. Mas talvez isso já seja pedir demais.

Publicado em: 18/03/2025

Ethos Ethos -fixo 1 VitrusBus

Notícias Relacionadas

Guimarães e a inteligência artificial: pormos a tecnologia a trabalhar

Domingos Bragança, cidadão honorário de Guimarães

Já ninguém ouve ninguém

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}