O ano 2025, há três semanas terminado, ficará assinalado por alguns importantes acontecimentos ocorridos ao nível local, nacional e internacional.
Ao nível local, poder-se-á dizer que o acontecimento que ficará a marcar o ano de 2025 foi a mudança ocorrida no poder autárquico com a vitória eleitoral da coligação PSD/CDS encabeçada pelo Dr. Ricardo Araújo, depois de trinta e seis anos de poder socialista.
Na verdade, tal acontecimento passa a constituir um marco político na história da nossa Terra, alcançado pela expectativa gerada no impacto que virá a ter no futuro próximo, na vida dos vimaranenses, a aposta num projeto inovador na área da mobilidade, da habitação e, sobretudo, do desenvolvimento económico, indispensável para conduzir Guimarães ao patamar económico e social que os pergaminhos da sua história exigem.
Para além disso, veio também tal acontecimento demonstrar que o nosso município caminha em direcção a uma democracia madura ao registar a alternância democrática, comprovando que não há eleições ganhas antecipadamente e que sabe usar a força do seu voto na escolha daqueles que entende, em cada tempo, serem os melhores intérpretes e realizadores dos seus anseios.
Fica também marcado pela confirmação oficial de Guimarães como Capital Verde Europeia 2026, reforçando o compromisso da cidade com a sustentabilidade, inovação ambiental e envolvimento da comunidade na transição climática.
A nível nacional fica o apagão elétrico que atingiu toda a Península Ibérica no dia 28 de Abril, pondo à prova e parando completamente toda a actividade na zona ocidental europeia, como comboios, metro, aeroportos, telecomunicações, hospitais, fábricas e toda a economia, acontecimento que veio a despertar os responsáveis europeus para a grande problemática das redes energéticas transnacionais, sobretudo as que afligem a Península Ibérica com o estrangulamento Alpino imposto pela França como salvaguarda da competitividade das suas centrais nucleares, problema prometido ser resolvido há décadas.
A este propósito, e com vista a prevenir o futuro, também o governo português aprovou um plano de investimento de centenas de milhões de euros para reforçar a rede elétrica, aumentar capacidades de armazenamento e melhorar mecanismos de restabelecimento em situações de falha.
Ainda a nível nacional, ocorreram as eleições legislativas, algumas semanas depois, a 18 de Maio, em consequência da dissolução da Assembleia da República depois de o governo minoritário presidido por Luís Montenegro ver rejeitada uma moção de confiança no parlamento e que viriam a ser vencidas novamente pela coligação PSD/CDS com 31,21 % contra 22,83 % do PS e 22,76 % do CHEGA.
A marcar também 2025, fica a vitória da Taça da Liga das Nações pela seleção portuguesa de futebol ocorrida no dia 8 de Junho constituindo a segunda vitória deste novo troféu europeu, cuja primeira edição teve lugar no ano 2019, no estádio do Dragão, contra a Holanda.
A nível internacional o início do segundo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América constitui um dos principais marcos do ano 2025 por ser o grande acontecimento que viria a espoletar outros de grande relevância, como pôr em causa toda a Ordem Internacional em vigor e por si própria no passado estabelecida; por pôr em causa as relações com os seus antigos parceiros estratégicos e por, ignorando o Direito Internacional e sendo responsável pela maior potência militar mundial, constituir uma ameaça à paz e à segurança no mundo inteiro já que afirma pôr como limites à sua acção aquilo que a sua mente e seu coração lhe disserem.
A continuação das guerras na Ucrânia e na Palestina, que diariamente nos entram pela porta dentro mostrando-nos parte dos horrores que a guerra transporta, e que os mais velhos de perto melhor conheceram, ocorridos aquando da tragédia das duas grandes guerras no teatro europeu, deixam-nos profundamente apreensivos em relação ao futuro próximo sabendo que o chapéu NATO terá terminado e que a Europa se encontra fragmentada e sem tempo de poder organizar um sistema tecnológico defensivo capaz de resistir às ameaças do obcecado ímpeto imperialista Russo.
A pretensão de Donald Trump da anexação da Gronelândia agora, ameaçando a imposição de novas tarifas aos países europeus que se manifestem contra, arrastarão consigo a destruição do importante Tratado do Atlântico Norte – NATO – verdadeiro cimento geoestratégico do Ocidente.
Votos de Bom Ano para todos
Guimarães,
19 de Janeiro de 2026
António Monteiro de Castro
Publicado em: 20/01/2026