O programa de Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) está a ser revisto, devendo ser implementado um novo modelo nas escolas do Concelho durante o próximo ano lectivo. A revelação foi feita pela Vereadora da educação, durante a última reunião do Executivo, em resposta a uma intervenção do Vereador do Chega.
No período antes da ordem do dia, Nuno Vaz Monteiro quis saber se o Município vai melhorar as condições oferecidas aos professores que leccionam AEC, lembrando que o problema da falta de profissionais interessados nos horários disponíveis compromete a organização das actividades escolares, prejudicando os alunos. Disse ainda que as condições oferecidas pelos municípios de Vizela e Vila Nova de Famalicão são mais atractivas para aqueles profissionais.
Na resposta, a vereadora da educação afirmou que o principal problema das AEC foi identificado, estando relacionado com “o horário em que decorrem as actividades”. Isabel Ferreira aludiu aos progressos verificados no presente ano lectivo relativamente ao anterior.
“Em Fevereiro de 2026, o número de horas de AEC não preenchidas andava à volta das 16, quando em 2025 estava acima das 45 horas. Os dados de há três semanas dão conta que temos cinco horas por preencher no que diz respeito à componente de artes performativas, o que revela uma melhoria expressiva da resposta municipal”, disse, ao justificar que na área de desporto, todos os horários estão completos desde o início deste ano lectivo.
Isabel Ferreira destacou o exemplo do Agrupamento de Escolas de Briteiros que no ano lectivo anterior enfrentava constrangimentos persistentes, nomeadamente ao nível de horários por preencher na EB de Donim e na EB de Fafião/Briteiros Santo Estêvão.
situação que ficou resolvida no presente ano lectivo “com a alteração do horário das AEC para conseguir estabilidade”.
A Vereadora da educação indicou que estão a ser analisados modelos, observando que na lista de espera para a colocação nas AEC há professores de municípios vizinhos. “Há um esforço muito grande das equipas da Cooperativa A Oficina, dos serviços municipais e das escolas com uma monitorização constante para que o número de horas nas escolas sem AEC seja reduzido.
O Presidente da Câmara interveio, reconhecendo que “nem tudo está ainda perfeito”, evidenciando satisfação pela “realidade actual ser incomparável com o que acontecia no ano passado”. Ricardo Araújo garantiu também que o modelo continuará a ser aperfeiçoado no próximo ano, reforçando o compromisso do executivo com uma resposta educativa mais estável, consistente e capaz de assegurar o funcionamento regular das AEC em todas as escolas e turmas do concelho.
“Há um ano, tínhamos muitas escolas sem AEC a funcionar durante grande parte do ano lectivo. Hoje, esse problema está reduzido a meia dúzia de casos, o que representa uma melhoria muito significativa. Mas enquanto houver uma turma sem resposta, esse continuará a ser um problema para nós e trabalharemos para o resolver”, frisou, lembrando que esta era uma preocupação antiga manifestada antes de ser eleito Presidente da Câmara.
“Falei com muitas escolas e direcções de agrupamento e sabia que esta era uma realidade que precisava de mudar. Demos passos muito importantes este ano, mas vamos continuar a trabalhar até garantirmos que as AEC funcionem com normalidade em todas as escolas do concelho. É uma questão prioritária”, asseverou.
Foto: Arquivo
Publicado em: 13/05/2026