A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) assinalou esta quarta-feira, dia 7, o 51.º aniversário, numa cerimónia realizada no auditório nobre do campus de Azurém, em Guimarães, que ficou marcada pelo anúncio de mais de 65 novas contratações para a Escola nos próximos quatro anos.
O anúncio foi feito pelo reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, que revelou que o plano de rejuvenescimento plurianual da instituição prevê 261 novas contratações em toda a Universidade, num período em que estão previstas cerca de 135 aposentações. Na Escola de Engenharia, serão recrutados mais de 65 novos trabalhadores.
“Esta renovação permitirá recrutar, nesse mesmo período, mais de 65 colegas que, eventualmente, se juntarão a nós”, afirmou Pedro Arezes, defendendo que o reforço permitirá assegurar a continuidade entre gerações e a transmissão de conhecimento e experiência.
O reitor destacou ainda o papel da Escola de Engenharia na investigação, desenvolvimento e inovação, classificando-a como “o principal motor da Universidade do Minho” nestas áreas. Ao mesmo tempo, deixou o desafio de reforçar a transferência do conhecimento produzido para empresas, instituições e sociedade.
Pedro Arezes alertou também para os desafios colocados pelo fim do ciclo de investimentos associado ao PRR. “Não devemos construir os próximos anos assumindo que vamos continuar a ter acesso aos mesmos recursos”, afirmou, defendendo uma maior diversificação das fontes de financiamento, sobretudo através de programas europeus e internacionais e do reforço das relações com empresas.
Durante a cerimónia, o reitor abordou ainda a reflexão em curso sobre a organização departamental e a oferta educativa da Escola de Engenharia. Sem antecipar soluções, defendeu que a instituição deve ter capacidade para se questionar e, se necessário, mudar. “Aquilo que funcionou bem durante muitos anos pode deixar de ser a solução mais adequada para responder às circunstâncias atuais e às exigências que teremos no futuro”, apontou.
Na abertura da sessão, o presidente da Escola de Engenharia, António Vicente, destacou o percurso de 51 anos da instituição. ” do que assinalar uma data, celebramos uma história. Uma história feita de conhecimento, de ambição, de trabalho e, acima de tudo, de pessoas”, sublinhou.
António Vicente sublinhou o crescimento da Escola em dimensão, qualidade, diversidade e reconhecimento, apontando os desafios colocados pela inteligência artificial, transição energética, transformação digital e emergência climática.
“A engenharia está no centro dessas transformações”, afirmou, defendendo uma formação capaz de preparar profissionais tecnicamente excelentes, mas também com pensamento crítico, criatividade e capacidade de trabalhar em equipas multidisciplinares.
Aos estudantes, deixou uma mensagem: “tenham ambição, questionem, experimentem, não tenham medo de falhar”. E aos professores, investigadores e colaboradores, uma palavra de exigência: “A excelência não é um ponto de chegada, é uma atitude permanente”.
Publicado em: 08/10/2026