O Guilherme tem nove anos, faz dez no Verão. Embora confesse, com a honestidade desarmante de quem é criança, que preferia fazer anos durante as aulas, “Assim nunca faço anos na sala com os meus amigos”, “a mãe convida para eles irem lá a casa, e também é fixe”, começou o discurso. Sim, o Guilherme fala pelos cotovelos, como se costuma dizer, e acreditem, é adorável ouvi-lo.
Devem estar a perguntar-se quem é o Guilherme. Bem, não é fácil apresentá-lo, e a dificuldade prende-se com o facto de que havia tanto para dizer que é difícil começar. À primeira vista percebe-se que o Guilherme não é um menino como os outros. Uma má formação congénita não permitiu que o nosso Gui crescesse de forma saudável. A história dele é peculiar, e nem os médicos conseguiram ainda descobrir o que verdadeiramente aconteceu para que o Guilherme tivesse tantos problemas. Se continuar a ler, vai ficar a saber mais pormenores sobre este menino corajoso.
Assim que nos viu rasgou um sorriso de orelha a orelha. Abraçou-nos, beijou-nos e sentou-se ao pé de nós como gente grande, afinal, era por ele que ali estávamos e ele sabia. Como é evidente quis participar da conversa e interveio sempre que achou que a mãe Ivone não explicava tudo ao pormenor, ou nós lhe fazíamos perguntas.
Frequenta a terceira classe, adora estudo do meio e é um menino bem-disposto, observador e feliz. Muito feliz, palavras do próprio.
Quando pensa no futuro, hesita como qualquer criança: médico, dentista, mágico… até decidir que afinal quer ser oftalmologista. “A única receita que vou dar: comer cenouras”, afirmou convicto entre gargalhadas gerais. “Dizem que a cenoura faz bem aos olhos…”
Tenho a certeza que não ficou indiferente à história do Guilherme. Para ficar a saber mais pode ler na BIGGERmagazine de Março ou acompanhar a página de Facebook do Gui.
Publicado em: 02/03/2026