Aos 21 anos, Frederico Oliveira prepara-se para viver uma experiência que poucos jovens portugueses poderão contar. O jovem vimaranense, natural de Ronfe, deverá ser o único português presente no Jamboree da Dinamarca, um dos maiores encontros internacionais de escutismo do mundo, que reúne milhares de participantes de diferentes países. Mas, para Frederico, representar Portugal vai muito além da aventura, das bandeiras ou do espírito de acampamento. É sobretudo uma forma de continuar aquilo que mais o move desde cedo: servir, participar e incentivar outros jovens a terem voz e serem mais activos socialmente.
Estudante de Línguas para as Relações Internacionais, em Bragança, Frederico fala do escutismo com uma maturidade pouco comum para a idade. Entrou para o movimento aos seis anos e, ao longo dos anos, aquilo que começou como uma actividade extracurricular transformou-se numa verdadeira escola de vida. “O escutismo ensinou-me, sobretudo, a desenrascar-me, a ser autónomo e a importância do serviço ao próximo”, resume.
Mas nem sempre percebeu a dimensão que o movimento teria na sua vida. Foi durante o período em que estudou na Covilhã, longe de casa e numa fase mais desafiante a nível pessoal, que começou verdadeiramente a olhar para o escutismo de outra forma. A integração num grupo de caminheiros universitários acabou por lhe mostrar que o movimento ia muito além das actividades ao ar livre ou dos acampamentos.
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Publicado em: 26/05/2026