Não cheira a gasolina nem a pneu queimado, mas a avaliar pelas ‘bombas’ que guarda, bem que podia ser esse o aroma do espaço onde cerca de 30 viaturas estão expostas. Pelo meio, um Subaru azul e amarelo que parece pronto para arrancar. Está parado, mas sempre pronto para entrar em pista. Pertence à navegadora que gentilmente nos concedeu esta entrevista uns dias antes de uma prova importante. Também há um MG Metro que pertenceu a Colin McRae, um dos pilotos mais consagrados do mundo dos ralis. A juntar-se à lista podemos ver Lancias, Fords, Peugeots, Skodas, Renaults e muitos mais. Entre carros que são autênticas relíquias, também se encontram os modelos mais actuais, todos têm dono, mas não há melhor lugar no mundo para estacionar do que o Museu do Rali em Fafe. Pode vê-los, espreitar para o interior, tocar, mas não sentar… isso só com a devida autorização do proprietário, até porque a esmagadora maioria deles ainda entram em corridas. Mas não fique triste, porque num deles, para além de poder sentar-se confortavelmente, ainda pode simular o troço Fafe-Lameirinha como se fosse um piloto.
As paredes contam histórias de campeões portugueses e mundiais. Há uma placa assinada por Michèle Mouton, a primeira e até hoje única mulher a vencer uma etapa do Campeonato Mundial de Rali. E há a promessa de que, em breve, a lendária Fabrizia Pons poderá passar por ali. Não é uma garagem. Não é um museu estático. É um espaço onde os carros vêm relaxar, como num spa, antes de voltarem à estrada, ao seu “habitat natural”, disse Diana Pereira. O olho brilha. A voz acelera. E ela ainda nem falou de si.
Conheça a navegadora na BIGGERmagazine de Maio!
Publicado em: 27/04/2026