Inicio esta semana funções na Assembleia da República enquanto Deputado.
Por esse motivo, suspendi na última segunda-feira as minhas funções enquanto Vereador na Câmara Municipal de Guimarães.
Fi-lo porque entendo que o exercício de atividade autárquica carece de dedicação plena e exclusiva, e que as competências que me estavam atribuídas não eram compatíveis com a dupla função de Vereador e Deputado.
Estou profundamente honrado pela oportunidade que tive de estar Vereador ao longo dos últimos quatros anos, e dos oito anos em que estive ligado ao Município de Guimarães. Grato a Guimarães, aos vimaranenses, ao Presidente Domingos Bragança que em mim confiou, e a todos aqueles com quem tive oportunidade de trabalhar ao longo deste período.
O Município de Guimarães tem trabalhadores e dirigentes de enorme qualidade e só quem com eles tem a oportunidade de colaborar, compreende na plenitude o sentido de serviço público e a competência com que exercem a sua atividade profissional todos os dias.
O desafio agora é outro. Com o início de funções na Assembleia da República aproveito este espaço de opinião para assumir o meu compromisso com Guimarães e com os vimaranenses.
É certo que as funções de deputado estão consagradas na Constituição e na Lei como sendo de índole nacional. E dessa condição não abdicarei por um minuto, defendendo os interesses nacionais, e procurando contribuir nas diferentes áreas para construção de uma sociedade mais justa, igualitária e solidária, e de fiscalizar a ação governativa. Mas também é certo que o sistema eleitoral português preconiza círculos eleitorais distritais, que, entendo, nos confere, enquanto eleitos, um cariz de representatividade regional para o
mandato que nos é confiado.
Assim, assumo com os eleitores do Distrito de Braga, e particularmente com o Concelho de Guimarães, o compromisso de os representar e defender.
Desde logo na forma e na proximidade. As segundas-feiras são dia de contacto com o círculo eleitoral, e assim será. A cada semana, um dos dias será dedicado, em contacto direto e presencial, com os cidadãos, as empresas, as associações e a academia, escutando os seus anseios para deles poder dar eco no Parlamento. Tornarei público os canais de contacto disponíveis para que, além do contacto presencial semanal da segunda-feira, possa receber e responder a outras questões e temas que me queiram fazer chegar.
Mas também no conteúdo, assumo o compromisso com Guimarães e a região.
O exercício de funções autárquicas permitiu-me conhecer de forma muito próxima as principais preocupações e anseios de Guimarães. Assim, essas bandeiras serão também as minhas bandeiras: A ligação de Guimarães à alta velocidade, a construção do Campus de Justiça ou o financiamento à atividade cultural da terceira Capital Europeia da Cultura do país são apenas alguns de exemplos de matérias que carecem de intervenção política e pública dos eleitos vimaranenses em todos os patamares de intervenção, particularmente
em funções nacionais.
A estes projetos juntar-se-ão aqueles que no contacto com os eleitos autárquicos de Guimarães e da região, se tornem centrais na ação política.
Um último compromisso é com os mais jovens. Ouvi, por várias vezes, referências à minha idade no exercício das diferentes responsabilidades que fui tendo ao longo da vida. Agora, que serei deputado à Assembleia da República com menos de 40 anos – o mais jovem do distrito de Braga nas listas do Partido Socialista – essa condição terá de ser uma força e uma
responsabilidade acrescida. Ouvi-los, comunicar para e com eles, e procurar representá-los nas suas preocupações. Só nesse contacto com os mais jovens seremos capazes de voltar a estreitar os laços de confiança entre eleitores e eleitos.
É este o meu compromisso com Guimarães e como deixei escrito no pedido de suspensão da Vereação Municipal: É, foi e será por Guimarães que continuarei a exercer funções públicas, enquanto me confiarem essa responsabilidade.
Publicado em: 03/06/2025