Há pessoas que escrevem para serem lidas e outras que escrevem para não se perderem. A escrita, para algumas pessoas, não é um luxo nem um exercício estético, é uma espécie de tábua de salvação. Um gesto silencioso de resistência. No meio de vidas atravessadas pela doença, pela maternidade solitária e pela precariedade, a escrita surge como lugar seguro, um espaço onde ainda é possível respirar, organizar o caos e transformar a dor em sentido.
É nesse território íntimo que esta conversa acontece. Não como uma entrevista convencional, mas como um percurso pela vida de alguém que nunca escreveu para agradar, mas para sobreviver. Ao longo de décadas, a escrita foi refúgio, testemunho e, muitas vezes, companhia. Entre poemas, reflexões e textos soltos, construiu-se uma obra discreta, profundamente honesta, que recusa o artifício e insiste na verdade sentida. O que se lê a seguir não é apenas o retrato de um percurso literário, mas de uma mulher que fez da escrita um lugar de esperança, mesmo quando tudo parecia escuro. E daí resultaram dois livros, o primeiro editado em 2018 que intitula-se «30 Dias na Alma de uma Mulher», e o segundo, mais recente, editado em Dezembro do ano passado e que dá pelo nome de «Um Lugar Chamado Eu». Este último refere-se predominantemente a uma obra poética e de reflexão. Com linguagem leve e acessível, o livro aborda temas do quotidiano, focando-se no autoconhecimento, na gentileza interior e na importância de valorizar a si próprio. É um guia de conforto e motivação para todas as idades.
Entrevista completa na BIGGERmagazine de Março.
Publicado em: 02/03/2026