Cláudia Silva nunca decidiu propriamente ser cantora. Foi cantando até perceber que talvez já o fosse. Aos dois anos, já sabia de cor um dos primeiros hinos do Vitória SC «Vamos Gritar, Vitória, Vitória». Aos cinco ou seis, subia a pequenos palcos com uma banda da terra. Aos 11, cantava em casamentos. Vieram depois os karaokes, os eventos, o teatro e, mais tarde, cinco anos de formação musical na Academia Valentim Moreira de Sá. A música nunca foi exactamente um plano. Foi acontecendo.
Em casa, dos avós ou dos pais, ouvir música era uma coisa natural, fazia parte do dia-a-dia, como se precisassem dela para respirar. Cláudia não ficou indiferente a esse ‘vício’, e entranhou-se nas veias como uma ‘droga’. Hoje não vive sem ela. “Posso nunca vir a ser uma cantora reconhecida, mas a arte fará sempre parte da minha maneira de estar na vida”, mencionou. Também gosta de representar e teve aulas de teatro, mas cantar é algo que a eleva para outro patamar.
Hoje, aos 41 anos, continua a trabalhar na Unidade de Saúde Local do Alto Ave, onde está desde 2011. É um trabalho de contacto permanente com pessoas e, curiosamente, também ali a música encontra espaço. Com crianças, por exemplo, cantar pode ser uma forma simples de acalmar, aproximar e transformar um momento difícil. Mas é no palco que Cláudia parece encontrar a sua verdadeira linguagem.
Não procura propriamente a fama. Nunca sentiu particular vontade de aparecer na televisão ou participar em concursos. Prefere a proximidade, o olhar, a possibilidade de transmitir alguma coisa a quem está do outro lado.
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Publicado em: 04/11/2026