Quando temos uma profissão que nos obriga a ser nómadas, a única coisa a fazer é tentar adaptarmos ao local onde vamos fixar-nos por algum tempo. Assim tem sido a vida deste casal, que aceitou responder-nos a algumas perguntas e partilhar um bocadinho daquilo que tem sido a vida de emigrante.
Para Beatriz e André Alves, o regresso a Portugal aconteceu há muito pouco tempo, mas a profissão de andebolista não permitiu que regressassem a casa, apenas ao país de origem. Naturais de Lisboa, ambos formados em Fisioterapia, saíram ainda muito jovens para a Alemanha, onde viveram durante cinco anos e passaram por três cidades diferentes. André construiu aí parte importante do seu percurso enquanto jogador profissional de andebol, enquanto Beatriz foi encontrando nas redes sociais uma nova forma de comunicar e, mais recentemente, de partilhar a experiência de regressar ao País. Hoje, aos 28 e 29 anos, respectivamente, vivem em Guimarães, cidade que escolheram depois de uma oportunidade profissional ter alterado os planos iniciais de regressar a Lisboa. André veste agora a camisola número 10 do Vitória SC e Beatriz dedica cada vez mais espaço ao universo digital, sem abandonar a formação em Fisioterapia. Pelo caminho, há ainda uma personagem que mudou tudo: Duarte, de dois anos, nascido na Alemanha, mas de nacionalidade portuguesa, que acompanhou os pais nesta mudança e é, talvez, uma das principais razões pelas quais o regresso ganhou um significado tão especial.
Foi em Julho deste ano que chegaram a Guimarães e a adaptação, dizem, tem sido surpreendentemente fácil. Uma cidade que conheciam pouco, pessoas que os receberam bem e uma realidade muito diferente daquela que tinham deixado em Lisboa e encontrado na Alemanha. Para André, a oportunidade de representar o Vitória acabou por ser o projecto certo para regressar, para a família significou também recuperar a proximidade da família e dos amigos.
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Publicado em: 04/11/2026