Cada vimaranense produz em média 441 quilos de resíduos por ano, um número que é inferior à média nacional (519 quilos) e à média europeia (517 quilos), podendo essa quantidade ser reduzida se aumentar a separação diferenciada do lixo.
Os números foram revelados pelo presidente do Conselho de Administração da Vitrus Ambiente, durante a palestra «Pensar Guimarães: Ambiente e sustentabilidade», realizada esta quarta-feira, na Escola Secundária Martins Sarmento.
Dirigindo-se aos alunos que participaram na iniciativa, Alexandre Barros da Cunha contextualizar a missão da empresa municipal, explicando as diferentes áreas de actuação, incentivando-os a serem agentes activos na mudança de comportamentos quer reduzindo o volume de lixo produzido, quer aumentando os hábitos de separação adequada dos diferentes de resíduos. “Só temos um planeta. E ninguém quer ter um aterro à porta da sua casa”, observou, ao referir-se à dificuldade em encontrar locais destinados à decomposição final de resíduos sólidos gerados pela actividade humana que não podem ser reutilizados ou reciclados. “Ainda há um longo caminho para atingir o desejável em matéria de separação de resíduos. Em Guimarães, a taxa de separação de resíduos é de 18 por cento, sendo os orgânicos de 20 por cento”, apontou, chamando a atenção para o investimento exigido pelos processos logísticos necessários para o devido tratamento e acondicionamento.
Num outro momento, o presidente do Conselho de Administração da Vimágua indicou o propósito da empresa intermunicipal: “fazemos o trabalho invisível, somos as toupeiras”. Daniel Rodrigues apelou ao consumo de água da rede de abastecimento público, por ser de confiança, a garantia de saúde pública e ser mais acessível financeiramente. “Uma garrafa de vidro de 1,5 litros com água da rede pública custa 0, 01€, se forem comprar uma garrafa de plástico com a mesma quantidade, vejam quanto custa e poderão poupar”, desafiou, acrescentando também os benefícios ambientais de tal opção.
O responsável precisou que os clientes da Vimágua consomem em média 150 litros de água por dia. “O nosso lema é ‘A água da nossa vida’, porque temos um compromisso com a sustentabilidade, com a qualidade da água que chega a casa de todas as pessoas de Guimarães e Vizela”, continuou, dizendo: “e nas sanitas não podem meter lá tudo porque a rede de saneamento não é para as fraldas, pensos higiénicos e outras coisas. Quando chove, as condutas entram em sobrecarga porque têm muito lixo que abusivamente é introduzido no sistema”.
O presidente do Laboratório da Paisagem interveio na iniciativa, destacando o trabalho científico desenvolvido pela instituição, relacionado “com a recolha de dados para o melhor conhecimento do território, permitindo uma análise precisa dos indicadores ambientais de Guimarães”. “Esse suporte científico permitiu recolher dados que resultaram na tomada de decisões”, adiantou Carlos Ribeiro, ao dar conta das diferentes etapas que permitiram a distinção de Guimarães com o título de Capital Verde Europeia.
A directora da Escola Secundária Martins Sarmento, Ana Maria Silva, realçou a relevância da iniciativa do Município, ao frisar que o tema “Ambiente e Sustentabilidade” integra as unidades curriculares, constituindo a palestra uma dinâmica diferente de apresentação dos conteúdos junto da comunidade educativa.
Esta foi a segunda iniciativa do ciclo «Pensar Guimarães» que está a percorrer as escolas secundárias de Guimarães e insere-se no Mês da Juventude – Concelho com Futuro, tendo contado com a presença da vereadora da Educação Isabel Ferreira. A moderação da palestra esteve a cargo de Júnio Castro, da Divisão de Juventude do Município.
Publicado em: 06/05/2026