Com gestos delicados e uma determinação de aço, Sofia Madureira (17 anos) está a redefinir o que significa ser uma artista marcial em Guimarães. No tapete do Kempo, uma modalidade que exige técnica, disciplina e coragem, ela desfaz com elegância o preconceito de que a força é um domínio masculino. A sua história é a de uma paixão que floresceu onde poucas a esperariam, provando que o nosso lugar é sempre aquele que temos a coragem de conquistar.
A paixão de Sofia pelo movimento sempre falou mais alto. “Sempre fui muito de desportos. Comecei com o balé, depois também tive no teatro, no hip-hop, experimentei a patinagem, andei na natação”, contou, traçando um percurso de descoberta. Mas foi durante a pandemia que encontrou o seu chamamento. “Saí da natação porque senti aquela paixão para continuar.” O conselho do pai apontou para as artes marciais. “O meu pai sempre disse para eu ir para o karaté por causa da disciplina.” Mas o destino tinha outros planos. “Escolhi o Kempo. Sempre gostei de ver, sempre acompanhei e, portanto, foi esta vertente que me atraiu mais”, expressou. Entre socos, pontapés e cotoveladas há algumas regras e, apesar de aparentemente ser um desporto violento, Sofia nunca saiu magoada do tatami. Mas o que verdadeiramente a atraiu nesta arte marcial não foi de resposta fácil, mas a sinceridade com que respondeu desmonta qualquer pessoa, até a si caro leitor, tenho a certeza. “Sempre gostei assim de… de andar à porrada”, entoou entre risos numa expressão tipicamente portuguesa.
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Publicado em: 02/12/2025