A procura por produtos com CBD aumentou de forma notável em Portugal. Só entre 2021 e 2022, as vendas de artigos à base de cannabis, que incluem o CBD, cresceram 84% em farmácias e parafarmácias. Muitos consumidores recorrem ao canabidiol à procura de alternativas naturais para lidar com problemas comuns como ansiedade, insónia ou dores persistentes. E fazem-no com confiança: ao contrário do THC, o CBD não provoca efeitos psicoativos.
O canabidiol passou de curiosidade a tendência, mas nem tudo é preto no branco. O interesse é real — e crescente — mas a ciência ainda está a tentar acompanhar o ritmo.
O único uso clinicamente comprovado do CBD até ao momento é no tratamento de formas raras de epilepsia. Um medicamento específico já está aprovado para esse fim, e os resultados são promissores. Em todos os outros casos, a investigação ainda está a decorrer.
Há estudos preliminares que apontam melhorias em sintomas de ansiedade, qualidade do sono e dor crónica. Algumas pessoas relatam sentir-se mais calmas e dormirem melhor após o uso de óleo de CBD. No entanto, os especialistas sublinham que ainda faltam ensaios clínicos robustos que validem essas aplicações com segurança.
Nem todos os produtos são iguais. Análises realizadas em Portugal revelaram discrepâncias entre o rótulo e o conteúdo real de muitos produtos de CBD — nalguns casos, a concentração estava errada; noutros, havia vestígios de THC não declarados. Para quem quer experimentar com segurança, vale a pena escolher marcas que garantam pureza e transparência.
Uma das marcas que se tem destacado nesse campo é a Mama Kana. Produzido na Bretanha, o seu óleo de CBD full spectrum utiliza apenas cânhamo cultivado sem químicos, com prensagem a frio para preservar todos os compostos benéficos da planta. O controlo de qualidade é rigoroso, com análises feitas pelo laboratório independente francês LEAF, disponíveis ao público.
Além disso, os produtos não levam aditivos artificiais nem terpenos adicionados. O sabor mantém-se fiel à planta e o efeito é mais completo. Não é por acaso que estes óleos de CBD têm uma classificação de 5/5, destacando-se pela consistência e confiança junto dos consumidores portugueses.
Mesmo sendo natural, o CBD pode causar efeitos adversos como fadiga, boca seca ou alterações de apetite. Em pessoas que tomam outros medicamentos, pode interferir com o metabolismo hepático — daí a importância de falar com um médico antes de começar.
Quanto à legalidade, o cenário é menos claro. Oficialmente, o CBD só pode ser vendido com autorização. Mas, na prática, é possível encontrar produtos à venda um pouco por todo o lado, sob pretextos como “uso externo” ou “colecionismo”. O resultado é um mercado cinzento onde o consumidor assume os riscos.
O CBD continua a atrair a atenção — não só de quem o consome, mas também da comunidade médica e científica. Há potencial, sim, mas também limites. Quem decidir experimentar deve fazê-lo de forma informada, escolhendo produtos fiáveis e mantendo expectativas realistas. Afinal, quando se trata de saúde, mais vale prevenir do que remediar.
Publicado em: 26/08/2025