O treinador da equipa de voleibol do Vitória, Eduardo Faustino, acredita que a sua equipa tem condições para procurar contrariar o favoritismo do Sporting nas meias-finais do campeonato.
14 anos depois da última presença nas meias-finais, o Vitória quer continuar a ser uma equipa ambiciosa. Para Jorge Faustino, a temporada ainda não acabou…
“Nós vamos ter sempre um handicap porque nós estamos na época em que o Benfica e o Sporting mais investiram nas suas equipas de voleibol. A nível orçamental isso vai ter sempre um impacto. Nós pretendemos que o nosso projeto seja baseado noutras coisas, baseado no jogador local, que conhece bem o Vitória, que gosta de estar aqui e que entende que para jogar no Vitória tem que ser competitivo. Do outro lado há um orçamento maior, mas após o primeiro serviço do jogo, a bola tem que ser posta no chão do outro lado e a bola não pode cair do nosso e esses números deixam de contar. E é um bocadinho a imagem que nós estamos a passar à equipa. A estrutura financeira deles é completamente diferente, mas nós acreditamos muito naquilo que estamos a fazer e acho que podemos ser muito competitivos contra este Sporting. Temos que estar no nosso melhor nível, mas também tínhamos que estar no nosso melhor nível na terça-feira e foi isso que aconteceu para ganharmos. Acho que qualquer um de nós quer mais do que o 4º lugar.”
A presença nas meias-finais, depois de já ter disputado a Final 4 da Taça de Portugal, significa que o Vitória “está a colher o fruto daquilo que é o nosso trabalho diário.” “Nós, desde o início da época, acreditamos no trabalho diário com consistência e com qualidade. Já sentíamos que estava a ser uma época muito interessante da nossa parte e estávamos muito satisfeitos com o trabalho. Agora, finalizar com um marco histórico como este, a presença numa meia-final 14 anos depois, mostra que o Vitória volta ao topo. É isto que nós queremos, conseguir estar em todos os momentos de decisão da época. Acaba por ser com naturalidade que nós encaramos esta passagem ao top-4, coo foi com naturalidade que também olhamos para a passagem para a Final 4 da Taça de Portugal.”
Eduardo Faustino encontra ainda outra “uma grande diferença”, que é a “a quantidade de pessoas que estão na bancada nos jogos fora e nos jogos em casa. E tem sido fantástico também ver que não é só o trabalho diário, as pessoas assistem aos nossos jogos e entendem que a equipa está competitiva e quer mais, luta pelo símbolo que tem ao peito. Os adeptos têm sido fantásticos, assim como toda a estrutura do Vitória. Ainda neste último jogo, em Espinho, tivemos na bancada o Miguel (treinador da equipa de basquetebol) e a sua família a ver o jogo.”
Publicado em: 02/04/2026