A Comunidade Paroquial de Vila Nova de Sande vai realizar no próximo domingo o seu centenário clamor até ao Santuário de Nossa Senhora de Porto D’Ave.
A peregrinação “a pé e por outros meios”, indica o pároco Marc Monteiro, ao justificar que “originalmente o Clamor a Porto D’Ave surgiu para pedir a intercessão de Nossa Senhora para que as sementeiras pudessem produzir em abundância pedindo chuva e boas colheitas. Pedia-se também por toda a comunidade, especialmente os doentes, que junto de Maria colocavam as suas angústias”. “Todas as famílias, pelo menos com uma pessoa de cada casa, participavam na peregrinação a pé. Pelo caminho cantava-se, rezava-se e, logo que se avistava o Santuário, davam-se os “vivas” a Nossa Senhora de Porto D’Ave, ao povo de Vila Nova de Sande e ao povo de Taíde (freguesia onde se encontra o Santuário)”, explica o sacerdote, ao realçar que esta manifestação foi reavivada, constituindo uma jornada de fé e de convívio. “Lá chegados, celebrava-se a Eucaristia que era seguido de almoço convívio com o farnel que os peregrinos levavam. No final do dia, todos regressavam ao santuário para rezar o terço e fazer a despedida a Nossa Senhora”, continuou, congratulando-se pelo facto da tradição ter sido preservada pela comunidade.
“Depois de uns tempos mais conturbados a nível de participação, a comunidade sentiu o desejo de reavivar esta peregrinação fazendo dela um dos momentos importantes e essenciais para entrelaçar e fazer comunidade”, observou Marc Rodrigues Monteiro, ao destacar que a saída ocorrerá ao romper do dia, pelas 6h00. “Uma parte do percurso é feita pela estrada até Santo Emilião e as autoridades já estão informadas e depois segue por trilhos bem conhecidos dos peregrinos até Taíde”, disse, registando com agrado o facto de ao longo do percurso muitas pessoas participarem neste clamor.
Publicado em: 10/07/2025