O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, foi um dos oradores do Portugal Footbal Summit, promovido pela Federação Portuguesa de Futebol. Ao lado de Paulo Sousa, abordou a temática sobre “o treinador moderno no ecossistema de alto rendimento”.
O técnico do clube de Moreira de Cónegos destacou a importância de ter começado num contexto de formação. “O meu trajeto é da base até ao topo. Comecei a jogar futebol em Cascais, no Dramático, e aos 17 o coordenador convidou-me para ajudar a treinar os miúdos. Pensava que ia para Engenharia Mecânica e aí apareceu o bichinho… Foram 10 anos de trajeto num clube de realidade distrital, mas a saber que era nisto que queria investir, não deixava de ser hóbi, mas olhei muito para tentar ser profissional no amador. Aos 27, 28 anos, o meu grande amigo Hugo Leal convidou-me para a formação do Estoril e as coisas aconteceram mais rapidamente e com um pouco mais de visibilidade”, contou o treinador.
Vasco Botelho da Costa afirmou que os treinadores devem ter “a humildade de entender que sem as pessoas à nossa volta, não conseguimos. A primeira capacidade do treinador deve ser colocar todas as pessoas da estrutura do clube a remar para o mesmo lado”. E prosseguiu a sua intervenção focando-se na importância da tecnologia. “É preciso olhar para ela como facilitadora, pois há cada vez mais ferramentas de auxílio, mas depois o treinador tem de ter muita segurança em si próprio, pois com tanta informação que lhe chega de tantos departamentos, é muito fácil perder o foco”.
Publicado em: 09/10/2025