A instalação do sistema de videovigilância em Guimarães deverá ficar operacional até ao final de 2027. A data foi apontada pela vereadora Vânia Dias da Silva, durante a entrevista ao programa «Largo do Toural», emitido no passado dia 18 de abril, na Rádio Santiago, revelando que o Município vai assinar brevemente um protocolo de cooperação com a Direcção Nacional da PSP para garantir a gestão do sistema que tem por objectivo a protecção de pessoas e bens, seja pelo seu potencial efeito dissuasor, seja para permitir a identificação do perpetrador em processo criminal.
“A videovigilância é um dossiê complexo porque implica a implementação que é da responsabilidade da municipal, mas a gestão caberá à PSP. Tivemos uma reunião recentemente para fecharmos a localização das câmaras. Todo o Centro Histórico ficará coberto e ainda algumas zonas mais preocupantes da Cidade. A definição dos locais foi feita em conjunto entre a Câmara e a PSP”, assinalou, ao ressalvar que a instalação do sistema “carece de autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) e mais alguns passos a serem dados para assegurar a implementação”.
A responsável reconheceu que o projecto conheceu “um pequeníssimo revés decorrente do facto da gestão ter de ser feita pela PSP e de ser vedado ao Município, que é quem vai sustentar o sistema, a obtenção de dados, por exemplo relacionados com o tráfego automóvel que seriam muito úteis para a gestão do trânsito e a mobilidade na Cidade”. “A CNPD não permite a extração de quaisquer dados deste sistema de videovigilância para operar no âmbito da segurança pública porque só a PSP terá acesso a eles”, observou, acrescentando: “estivemos a trabalhar com a PSP foi no sentido de criarmos uma redundância em que com outros equipamentos associados ao sistema possamos obter dados para a tomada de decisões e assim uma melhor gestão da Cidade, embora sem podermos aceder ao som e à imagem”.
Para Vânia Dias da Silva, a instalação do sistema de videovigilância justifica-se com o “bem maior que se levanta que é a segurança colectiva”, frisando que só a PSP poderá visionar e ter acesso aos dados recolhidos pelas câmaras.
Face ao contexto actual e se não surgir qualquer contratempo técnico, este sistema poderá ser implementado no final do próximo ano, permitindo alargar a “sensorização” na Cidade. “Temos ainda pouca sensorização, embora haja trabalho na área do estacionamento, podendo dar passos mais consistentes para que a cidade histórica se torne mais inteligente, ajudando a melhorar a sua vida dos vimaranenses”, sustentou.
Publicado em: 24/04/2026