A derrota do Serzedelo na casa da AD Carreira, a primeira na 1ª Divisão da Associação de Futebol de Braga, ficou marcada por críticas da Direção do clube vimaranense ao desempenho da equipa de arbitragem.
A Direção de Rui Almeida expressou “a sua total indignação e revolta” com a arbitragem de um jogo que “ficará marcado não pelo futebol praticado, mas por tudo aquilo que o futebol não deve ser.” “Desde os primeiros minutos tornou-se evidente a estratégia adotada pela equipa adversária: anti-jogo sistemático, quebras constantes de ritmo, simulações, perdas deliberadas de tempo e interrupções sucessivas, descaracterizando completamente o espetáculo e transformando o jogo numa sucessão de paragens sem critério nem controlo. Mais grave ainda foi a total passividade da equipa de arbitragem, que falhou redondamente em proteger o tempo útil de jogo, permitindo que a partida fosse constantemente interrompida sem qualquer consequência disciplinar. O resultado foi um jogo partido, sem fluidez, sem intensidade e sem verdade desportiva”, pode ler-se no comunicado do Serzedelo.
O emblema vimaranense prosseguiu: “O tempo útil de jogo foi sucessivamente reduzido a níveis inaceitáveis. Substituições demoradas, assistências forçadas, reposições de bola intermináveis e quedas “milagrosas” foram ignoradas pelo árbitro principal, que optou por fechar os olhos ao anti-jogo em vez de o combater, premiando quem não quis jogar futebol e penalizando quem tentou competir com seriedade. A arbitragem não foi apenas má – foi determinante. Erros claros, decisões incoerentes e um critério disciplinar inexistente contribuíram diretamente para um jogo sem ritmo, com constantes quebras emocionais e competitivas, afetando o rendimento dos atletas e o equilíbrio da partida. Quando um árbitro permite que o tempo seja constantemente desperdiçado, está a influenciar o resultado final.”
O Serzedelo “recusa aceitar que este tipo de atuação continue a ser normalizado. O futebol não pode ser refém do anti-jogo nem da incapacidade de quem tem a responsabilidade de o regular. O árbitro existe para fazer cumprir as regras, não para assistir passivamente à sua violação. Não pedimos favorecimentos. Não nos escudamos em comunicados para resultados menos conseguidos. Continuaremos o nosso caminho. Exigimos critério, competência e respeito. Respeito pelos atletas que treinam, pelos adeptos que apoiam e pela competição que deve ser decidida dentro das quatro linhas — jogando futebol, e não desperdiçando tempo.”
A finalizar, o clube vimaranense assegura que “não ficará em silêncio quando a verdade desportiva é posta em causa. O futebol merece mais rigor. O Serzedelo exige mais responsabilidade. Aos nossos sócios, adeptos e simpatizantes agradecemos todo o apoio e deixamos a promessa de que continuaremos no lugar que ocupamos atingindo assim o nosso objetivo.”
Publicado em: 22/12/2025