O eurodeputado do PSD Sebastião Bugalho afirmou que a experiência no Parlamento Europeu permitiu-lhe “aprender a importância da generosidade”.
O eurodeputado do PSD falava numa palestra sobre os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia realizada na Escola Francisco de Holanda, promovida pelo Clube Europeu e pelas turmas do 9.º ano daquele agrupamento de escolas.
Sebastião Bugalho salientou que no parlamento Europeu, perante a diversidade de 720 eurodeputados representativos dos 27 estados membros, o desafio permanente é “encontrar o ponto de encontro a meio caminho”.
“A grande lição que o Parlamento Europeu nos dá é como é que eu mantenho as minhas convicções, ou seja, como é que eu não abdico nem desisto dos meus princípios, das minhas ideias, daquilo em que eu acredito, mas consigo levar essas convicções à vida das pessoas. E só é possível fazer isso num Parlamento com 720 pessoas, ouvindo aqueles que pensam diferente de nós”, afirmou.
O eurodeputado social democrata acrescentou que “isto pode parecer paradoxal. Pode parecer que é. Nós temos que ouvir alguém completamente diferente de nós para conseguir que aquilo em que nós acreditamos chegue à vida dos outros. Mas é assim que se faz no Parlamento Europeu”.
Na sessão, o Presidente da Câmara disse da sua satisfação pelo regresso a uma escola onde foi aluno e presidente da associação de estudantes e onde começou a cultivar o gosto pela participação cívica e a conhecer a solidariedade do projecto europeu através do projecto Euro Escola.
“A construção europeia vai sendo, de facto, de diferentes passos que são dados, com esta dificuldade que o Sebastião Bogalho partilhou, de experiência própria mas que é, ao mesmo tempo, isso que é absolutamente extraordinário na construção europeia, é como é que esta diversidade de países, de povos, de culturas, de experiências, se conseguem unir para trilhar um caminho comum. E hoje, num contexto internacional que é tão desafiante, em que parece que as dificuldades, as incertezas, as divergências são tão grandes, a meu ver nós devemos ter duas preocupações. Uma tem a ver com a absoluta necessidade de mantermos sempre este espírito de diálogo, de construção, na diversidade, de encontrarmos soluções comuns. E, em segundo lugar, para vocês que são mais novos, não darmos nada por adquirido, porque isto custou muito a conquistar, são muitos anos, muitas lutas, muitas experiências, muitas dificuldades vencidas”.
Para além de debater o percurso europeu de Portugal, os desafios actuais e as oportunidades para as novas gerações, a sessão também abordou o papel de Guimarães no contexto europeu, enquanto Capital Verde Europeia. O Presidente da Câmara salientou que o projecto de desenvolvimento económico com qualidade de vida tem de ser concretizado com todos os cidadãos.
“Este caminho tem de ser trilhado com os cidadãos, com as empresas, com as instituições. Tem de ser trilhado com os cidadãos. Quer isto dizer o quê? Muitas vezes nós vemos este debate a ser bipolarizado. Parece que a defesa do ambiente é contraditória com o desenvolvimento económico. Parece que a defesa do ambiente é contraditória com a nossa qualidade de vida. E ele tem de ser trilhado em comum. E é por isso que é muito importante nós não cometermos erros. Nós queremos ser uma cidade que tenha a defesa do ambiente, a sustentabilidade, no centro das políticas públicas, isto tem de significar mesmo uma melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, vincou.
Depois de intervenções introdutórias, Sebastião Bugalho e Ricardo Araújo responderam a diversas perguntas colocadas pelos alunos.
Publicado em: 13/02/2026