O presidente do Santiago Mascotelos, João Faria, acusa o presidente do Maria da Fonte de ter agredido o treinador Duarte Nuno no decorrer do encontro da 14ª jornada do campeonato Pró-Nacional da Associação de Futebol de Braga, que terminou com o triunfo da formação da Póvoa de Lanhoso, por 3-0.
Impedido de assistir ao encontro no banco de suplentes por estar a cumprir castigo disciplinar, Duarte Nuno encontrava-se na bancada, junto de outros elementos do staff. O incidente relatado pelo presidente do Santiago Mascotelos aconteceu num momento em que o treinador procurava dar indicações aos seus adjuntos. “Nada fazia prever o que aconteceu, até porque o Maria da Fonte ganhou, e bem o jogo. De um momento para o outro começou a perceber-se que havia uma confusão na bancada. No momento em que o nosso treinador, que estava no local que lhe foi destinado, chamou o seu adjunto, o presidente do Maria da Fonte (n.d.r.: Paulo Flávio Silva) disse-lhe num tom agressivo que ali não podia falar porque senão teria de ser retirado daquele local. Instantes depois, atirou o Duarte da cadeira em que estava, apertou-lhe o pescoço e deu-lhe um murro. Gerou-se uma confusão gigantesca sem qualquer necessidade porque estava a ser um jogo tranquilo, sem casos de arbitragem, sem casos com adeptos. Foi impulsionada uma situação desagradável que acabou por despoletar outras e depois ninguém tem razão.” A GNR teve de intervir, mas com poucos guardas, o que levou a que “a confusão se mantivesse por algum tempo.” “O Duarte saiu do local, as coisas foram sanadas, mas depois de uma confusão originada por um agente desportivo que deve ter um comportamento digno das suas funções. Foi altamente reprovável o que se passou”, atirou João Faria, que, por isso, decidiu avançar com uma queixa crime. “Já a formalizamos junto da PSP de Guimarães e vamos perceber o que esta situação pode dar porque é inadmissível o que aconteceu. Recebemos muito bem todos os clubes, devemos dar o melhor que temos em nossa casa, mas com um acto irreflectido aconteceu esta agressão. Não é digno o que aconteceu.”
O presidente do Maria da Fonte apresenta outra versão. Paulo Flávio Silva nega ter agredido Duarte Nuno e afirma que foi agredido pelo treinador do Santiago Mascotelos. “Esse senhor, que estava numa zona privilegiada do estádio, estava a perder 3-0 e começou aos berros, nem entendi o que estava a berrar. Foi chamado à atenção, que não podia estar naquele local aos berros, achei que estava a ser demais e fui lá convidá-lo a abandonar o local. Fiquei escandalizado porque quando cheguei à beira dele deu-me logo uma cabeçada. Esta é a única versão, a GNR viu, os adeptos viram. Não agredi ninguém, ele deu-me uma cabeçada. Tenho as marcas, partiu-me os óculos, as fotografias estão na GNR. O clube já está a indagar junto da Associação para perceber o que vai acontecer a este treinador porque isto é um recinto desportivo, não de luta livre.”
Publicado em: 24/11/2025