O presidente do Vitória, Rui Rodrigues, foi entrevistado esta tarde no Portugal Football Summit, fórum promovido pela Federação Portuguesa de Futebol.
Na entrevista conduzida pelo diretor do jornal O Jogo, Rui Rodrigues assumiu que tem “imensos desafios, tendo em conta o atual estado do Vitória.” O dirigente revelou que no clube “havia pontos de vista completamente diferentes, o que criava relações frias e não havia proximidade com a classe trabalhadora e adeptos. Falta amor na nossa sociedade e se quisermos manter a identidade, a mística, temos de estar próximos das pessoas no dia-a-dia.” Dentro desta ideia, prosseguiu: “A última referência que tivemos foi o Neno. Ele partiu e ficámos órfãos. Estamos a tentar puxar os ex-jogadores, a envolver o tecido empresarial, as juntas de freguesia, pois essa dinâmica é importante para criar relação de proximidade, cativar os jovens e alimentar a paixão. Se perdemos isso, perdemos tudo.”
Na mesma entrevista, Rui Rodrigues abordou a entrada de parceiros para fomentar o desenvolvimento do clube e acompanhar as novas exigências do mercado. “O Vitória é um grande clube, que tem todas as condições para se impor definitivamente com esse estatuto. Não tenho a certeza, mas acredito muito que possamos vir a ser campeões. Prefiro ter 50% de muito do que 100% de nada. Com parceiros podemos conseguir chegar aos nossos sonhos. É preciso alguém com perspetiva e visão que nos possa aportar nessas ambições. Estamos abertos a parceiros que nos ajudem.”
A finalizar, abordou ainda o tema da centralização dos direitos televisivos: “Tem de haver cedência de ambas as partes, é fundamental para o futebol português. Somos adversários no campo, mas devemos ser parceiros fora dele. Tem de haver um pensamento uníssono no futebol português.”
Publicado em: 24/09/2026