Assumir a presidência da Associação Artística da Marcha Gualteriana não é apenas aceitar um cargo. É receber nas mãos uma herança construída ao longo de 120 anos por milhares de homens e mulheres que fizeram da Marcha um dos maiores símbolos das Festas Gualterianas e da própria identidade vimaranense. Rui Porfírio sabe-o bem. Fala da associação com emoção, respeito e um profundo sentido de responsabilidade, consciente de que liderar a instituição neste momento histórico é, simultaneamente, um privilégio e um enorme desafio.
As palavras surgem sem hesitação. Mais do que falar de si, prefere falar das pessoas que diariamente dão vida à associação. Nesta altura, são cerca de uma dezena de obreiros que trabalham todos os dias na preparação da Marcha, número que aumenta significativamente aos fins de semana e que, à medida que se aproxima o grande desfile, chega às sete ou oito dezenas de voluntários. Homens e mulheres que, depois do trabalho, trocam o descanso por horas de dedicação àquela que consideram ser uma verdadeira casa.
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Publicado em: 28/07/2026