A vereação vimaranense aprovou por unanimidade a classificação como Projecto de Interesse Municipal (PIM) a reabilitação do Hotel da Penha. A proposta permite aceder a benefícios como a redução de 50 % das taxas municipais devidas pelo licenciamento das operações urbanísticas.
O investimento privado é de três milhões de euros, prevendo a criação de 13 postos de trabalho e um prazo de execução de dois anos.
Promovido pela Montanha da Penha – Turismo da Natureza, o projecto prevê a transformação da unidade, encerrada desde 2019, num hotel de quatro estrelas vocacionado para os segmentos de spa, bem-estar, saúde, natureza e eventos. A fachada será preservada, mas o interior será totalmente renovado.
O futuro hotel contará com 25 quartos, espaços de restauração e convívio, sala para eventos e conferências e zonas de fruição panorâmica. Recorde-se que o Hotel da Penha encerrou em 2019 devido à degradação do edifício e à impossibilidade de renovar a licença de exploração.
Em declarações prestadas aos jornalistas, o Presidente da Câmara realçou a importância do projecto para o reforço da oferta hoteleira e a valorização do património existente na montanha. “Todos precisamos de um hotel qualificado na Penha. A Penha precisa disso. Guimarães precisa disso. Por que andamos a complicar? Temos é que ajudar”, afirmou Ricardo Araújo, acrescentando: “As coisas agora começam a acelerar! É isto que se está a verificar. Há tantos anos que se anda a falar da necessidade de requalificação no hotel, na Penha, de termos um serviço hoteleiro na Penha, com qualidade”.
Fazendo questão de reconhecer o esforço que a Irmandade da Penha “anda a fazer há anos para conseguir requalificar aquele hotel”, o Edil considerou o investimento muito importante e necessário para o desenvolvimento de Guimarães e, particularmente, da Penha”. “É importante termos um serviço hoteleiro condizente com a qualidade da nossa montanha da Penha”.
Confrontado com as declarações do Juiz da Irmandade da Penha proferidas recentemente numa conferência de imprensa, ao sublinhar que após a mudança política na gestão municipal “quando antes ouvia não, agora ouve sim”, o Presidente da Câmara comentou: “fico contente em ouvir isso”.
“A Câmara tem que estar ao serviço das pessoas e das suas instituições. Tem, por isso, uma obrigação e um dever de relacionamento fácil, directo, ágil. Isto não significa que tenhamos que aprovar ou decidir favoravelmente tudo que as pessoas nos solicitam. Mas temos que estar disponíveis. Nós temos que compreender as pessoas e estar aqui para tentar viabilizar. Não é para complicar”, indicou, acrescentando: “aquilo que eu peço aos nossos técnicos é: a Câmara está aqui para servir. Nós temos que tentar ajudar a viabilizar as pretensões das pessoas, desde que elas sejam, naturalmente, legítimas, justas, dentro do enquadramento legal existente”.
“A relação com a Irmandade da Penha”, continuou, ” tomo como exemplo daquilo que eu quero para todos os casos, para todos os munícipes, para todas as instituições municipais. A Câmara tem que dar resposta. E tem que ser célere. Porque o tempo da vida das pessoas, o tempo da economia, por exemplo, não é compatível com um tempo demasiado lento. As pessoas querem respostas rápidas, favoráveis ou desfavoráveis. E se for desfavorável, temos que explicar porquê. Temos que ajudar as pessoas a viabilizarem os seus projectos, os seus sonhos, assim como as instituições num relacionamento fácil, directo e franco. E é por isso que se calhar os dirigentes hoje dizem onde antes havia um não, agora ouvem um sim e agora pelo menos conseguem falar, conseguem discutir, conseguem ter respostas. E eu ainda não estou satisfeito”, sublinhou, concluindo: “temos que melhorar bastante. Eu, os vereadores, as equipas municipais, por isso é que eu estou sempre a insistir: têm que atender as pessoas, têm que ouvir as pessoas, têm que andar na rua”.
Publicado em: 22/07/2026