A proposta de requalificação da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Ronfe de não adjudicação foi aprovada pelo executivo vimaranense, uma decisão que resulta da inexistência de concorrentes e da impossibilidade de cumprir os prazos de execução exigidos pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Em declarações após a reunião do executivo, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, explicou que este processo se distingue de outras intervenções em unidades de saúde do concelho, onde as obras já se encontram em curso ou em fase inicial.
“No caso da USF de Ronfe, não tivemos concorrentes. Creio que este já é o segundo ou terceiro procedimento que lançamos para a requalificação do Centro de Saúde de Ronfe. Ficou deserto”, afirmou.
Segundo o Autarca, trata-se de uma obra abrangida por financiamento do PRR, mas que foi lançada tardiamente, situação comum a vários projectos herdados e alguns já iniciados pelo actual executivo. Essa circunstância obriga a uma gestão “muito rigorosa e muito apertada” dos prazos, uma vez que o PRR tem um limite temporal bem definido para a execução das intervenções.
Ricardo Araújo sublinhou que, mesmo em empreitadas já adjudicadas e em execução noutros polos de saúde, existe um “risco elevado de incumprimento dos prazos”. Por essa razão, o executivo entendeu que não seria responsável avançar com um novo procedimento para Ronfe, sabendo que o tempo de execução da obra ultrapassaria o prazo de vigência do PRR.
“Não vamos, responsavelmente, estar a lançar agora um novo procedimento, sabendo-se que o seu tempo de execução ultrapassa o prazo de vigência do PRR”, frisou.
Apesar da não adjudicação, o presidente da autarquia deixou uma garantia à população de Ronfe: a requalificação do centro de saúde não está descartada.
“Não quer dizer que não venhamos a fazer uma intervenção no Centro de Saúde de Ronfe. É a minha intenção, até ao final do mandato, ver aquilo que podemos fazer para requalificar o Centro de Saúde de Ronfe”, concluiu.
Publicado em: 17/02/2026