O desaire do Brito em Bragança para a Taça de Portugal não foi fácil de digerir para o treinador Quim Berto. O vimaranense mostrou-se descontente com a forma como a equipa abordou o jogo. “É difícil de encontrar explicações porque quando se vem de uma vitória para o campeonato num campo muito difícil espera-se que a equipa dê continuidade aos bons resultados. A Taça é uma competição em que nos podemos valorizar, onde podemos crescer como equipa, onde também podemos dar minutos a determinados jogadores para prepará-los para aquilo que vem pela frente, porque o campeonato é muito exigente. Fomos obrigados a fazer algumas alterações neste jogo devido à perda do Ivaldo e do Carlinhos, mas nada fazia prever aquilo que aconteceu. Por isso, tenho de me dirigir aos adeptos que foram Bragança, com uma viagem longa, mas também àqueles que ficaram na Vila do Brito. As desculpas não se pedem, evitam-se, mas nós temos que ter os pés bem assentos no chão, pedir desculpas aos adeptos que foram a Bragança, porque aquele Brito que se apresentou Estado Municipal de Bragança não é o Brito que nós queremos. Não é o Brito que nós temos tido no campeonato e espero que isto tenha sido um percalço naquilo que temos vindo a fazer até aqui. Há muita coisa para refletir porque nada fazia para ver que esta derrota acontecesse da forma como aconteceu”, reforçou o vimaranense na análise aos principais acontecimentos que marcaram a longa deslocação.
Quim Berto prosseguiu: “Nós treinadores não podemos controlar este tipo de situações. A forma como nós sofremos os golos não é de uma equipa responsável, foi de uma irresponsabilidade total e depois. A perder por 2-0, nós a querer entrar no jogo e passado um minuto depois de um determinado jogador entrar em campo foi expulso. Logicamente que fragilizou ainda mais a equipa, que nunca mais se encontrou. Há muita coisa para apurar e o trabalho tem que ultrapassar estas dificuldades, porque só com o trabalho é que nós conseguimos. Os jogadores têm que estar preparados para isto, porque é inadmissível uma equipa como a nossa, que trabalha da forma como trabalha, entrar em campo da forma como entrou. Nós temos a mesma competência que eles, mas de maneira alguma podemos e devemos fazer aquilo que fizemos, porque aquilo não é o Brito, nem a imagem do Brito.”
Publicado em: 22/09/2025