O Laboratório da Paisagem de Guimarães abriu o concurso público para a aquisição de serviços para a elaboração e implementação do Centro de Conhecimento da Penha. O equipamento vai ocupar uma parte significativa do Edifício de Santa Catarina.
As propostas poderão ser apresentadas até ao final do mês, devendo o projecto ficar concretizado até meados do próximo mês de Outubro. O trabalho seleccionado não pode ser superior a 216 mil euros, acrescido de IVA.
De acordo com o anúncio, o Centro deverá afirmar-se como um equipamento de referência nacional e internacional na interpretação integrada do património natural, histórico, cultural e científico da Montanha da Penha. “Mais do que um espaço expositivo convencional, pretende-se criar um Centro Vivo de Conhecimento, capaz de articular ciência, património, educação ambiental, inovação tecnológica, participação cidadã e experiências imersivas”, refere-se, ao sustentar que “deverá funcionar como uma interface pública entre o território, a investigação científica, os dados ambientais em tempo real e os diferentes públicos visitantes”.
“Pretende-se que o visitante não seja apenas espectador, mas participante activo numa experiência de descoberta, interpretação e compreensão da Penha”, permitindo “conhecer a história, a memória e a identidade cultural da Penha; interpretar os valores naturais, geológicos, ecológicos e paisagísticos da montanha; compreender os desafios ambientais actuais e futuros; visualizar dados ambientais e territoriais em tempo real; valorizar a ciência como instrumento de conhecimento e gestão do território; promover comportamentos ambientalmente responsáveis; reforçar a ligação entre visitantes, comunidade local, escolas, investigadores e instituições”.
“As propostas deverão assumir uma ambição compatível com a criação de um equipamento inovador, tecnologicamente avançado, cientificamente rigoroso, acessível, sustentável e evolutivo”, assinala o caderno de encargos, sublinhando que será seleccionada uma solução conceptual, museográfica, tecnológica e operacional que promova “uma abordagem integrada entre património natural, património histórico-cultural, ciência, tecnologia, educação ambiental e experiência do visitante”.
Destaca-se que a solução terá de ser inovadora, diferenciadora e capaz de posicionar o Centro como referência nacional e internacional”, valorizando-se propostas que “integrem tecnologias emergentes, sistemas digitais, sensorização, visualização de dados, inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual ou outras soluções equivalentes ou superiores”, garantindo “flexibilidade, modularidade e capacidade de actualização futura dos conteúdos, equipamentos e sistemas”, assegurando “acessibilidade universal, inclusão e adequação a diferentes públicos, incluindo crianças, famílias, escolas, investigadores, turistas, população local e visitantes com necessidades específicas” e promovendo “uma experiência de visita clara, apelativa, interactiva, cientificamente rigorosa e emocionalmente envolvente”.
Publicado em: 17/07/2026