Ao fim de quatro anos e meio no Vitória, Patrícia Teixeira despediu-se de Guimarães.
A portuense, de 26 anos, é a jogadora com mais jogos oficiais pela equipa feminina. Esteve 103 vezes em campo com a camisola do Vitória, totalizando seis golos.
“Hoje fecho, com o coração apertado, o capítulo mais bonito, intenso e marcante da minha carreira. Despeço-me do nosso Vitória SC. Após 5 anos de uma dedicação absoluta, onde cada dia foi vivido com um amor e um orgulho por carregar este símbolo ao peito”, escreveu.
“Olho para trás com uma nostalgia que me aperta o peito, mas com uma gratidão sem tamanho. Fizemos história quando muitos não acreditavam. Jamais esquecerei a emoção inexplicável, que ainda hoje me arrepia. Ficará para sempre gravada na minha alma a época de 2024/2025, o ano em que nos sagrámos Campeãs Nacionais da 2ª Divisão. Erguer aquela taça bem alto e celebrar a nossa subida à elite do futebol feminino foi o momento mais feliz e marcante da minha vida. Lutar na Liga BPI com estas cores foi o culminar de tudo o que vivi neste clube”, acrescentou Patrícia Teixeira, que finalizou: “Despeço-me com o privilégio gigante de deixar o meu nome gravado como a jogadora com mais jogos na história do clube. Foram 103 batalhas de Rei ao peito onde entreguei a minha alma, o meu sangue e tudo o que tinha dentro de mim. Este recorde vai muito além de um número individual: é o reflexo de 5 anos a deixar, literalmente, a vida em campo pelo Vitória Sport Clube. (…) Saio de cabeça erguida, a chorar de saudade, com o sentimento de dever inteiramente cumprido. O meu nome fica escrito na história deste clube, mas o Vitória e as gentes de Guimarães ficam gravados na minha vida e no meu coração. Não sei o que será o futuro mas de uma coisa eu tenho a certeza, vou continuar a ser feliz a fazer o que amo.”
Sara Brasil, que esteve uma época no Vitória, na qual foi utilizada em 25 jogos, também anunciou a sua saída do clube. “Há clubes que aparecem e por algum motivo nos chamam a atenção. O Vitória foi esse clube, a sua identidade, a sua cidade e os seus adeptos convencem-nos facilmente e num abrir e fechar de olhos estamos de Rei ao peito, felizes e com a certeza que será uma época e uma casa que nos fará feliz. Mas, nem sempre as coisas correm como idealizamos por um motivo ou outro, por um empurrão ao tapete e uma mão que não existe para nos levantar, chegam as questões e as dúvidas de qualquer atleta. Resta-nos quem nos rodeia e quem está connosco fora daquele ambiente, as pessoas os nossos e os que nos amam, esses são os que nos protegem quando nos empurram e no fundo são esses que importam. Levamos as pessoas”, assinalou.
Publicado em: 01/07/2026