No final da leitura da sentença do arguido condenado pela morte do jovem universitário vimaranense Afonso Gonçalves, em Lisboa, em Setembro de 2024, o pai da vítima, comentou a decisão judicial.
Em declarações à comunicação social, Paulo Gonçalves considerou que a sentença “foi a justiça dos homens”.
“Por muito pesada que fosse a pena, nunca seria feita justiça mas tendo em conta a nossa moldura penal. É uma pena que é adequada e que trocava, de bom grado, para a cumprir eu para ter o meu filho de volta. Por aqui se pode aferir da sensação que se fez justiça ou não. A justiça dos homens foi feita mas a pena a que nós família fomos condenados, essa é perpétua e não tem condicional”, afirmou.
O taxista estava acusado pelo Ministério Público dos crimes de homicídio, condução perigosa e omissão de auxílio. O Tribunal considerou que todos os crimes foram provados em julgamento. Paulo Gonçalves comentou a afirmação do arguido que considerou a pena injusta.
“É revoltante. Como é que uma pessoa destas podia estar em liberdade? Isso ficou provado. A postura dele (arguido) em tribunal. A falta de arrependimento, as lágrimas de crocodilo de suposto arrependimento nas sessões… Isto é um sujeito que não pode estar em liberdade, não tem condições para estar em liberdade. A pena é injusta? Injusto é eu passar esta consoada de Natal e todas as consoadas até ao fim dos meus dias sem o meu filho. Isso é que é injusto”.
O arguido foi condenado a uma pena de 14 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio, condução perigosa e omissão de auxílio.
Publicado em: 18/12/2025