O médio Pablo abordou as ambições do Brito para a temporada 2026/2027. Pablo acredita que é possível garantir o apuramento para a fase final do Campeonato de Portugal.
Que metas é que acha que o Brito deve perseguir na próxima temporada? Pode ser uma época com muitos sucessos, semelhante à última?: “A nossa fasquia para a próxima época aumentou muito porque nos últimos dois anos tivemos sucesso, estivemos muito perto da fase de subida. É claro que esperamos alcançar os dois primeiros lugares. Sabemos que não é fácil porque o nosso campeonato é muito competitivo e há muitas equipas boas. Mas, jogo a jogo, acredito que podemos alcançar os dois primeiros lugares. Tudo o que for abaixo do 3º lugar, para nós é como se não tivesse campeonato. Queremos elevar a fasquia. Vai depender de como enfrentamos os jogos, da forma como trabalhamos. Esta pré-época tem sido muito produtiva e nota-se que há muita qualidade.”
De alguma forma acha que depois da campanha que o Brito fez na época passada, o clube passa a ser olhado de forma diferente pelos adversários?: “Sim, com certeza. Ganhámos muito mais respeito, mas é claro que isso é só dentro das quatro linhas. É lá que temos de provar que podemos estar entre os dois primeiros. Temos de procurar impor esse respeito principalmente na nossa casa, que é um campo muito difícil, dificilmente alguém passa por lá.”
Esta é a terceira temporada que está a iniciar no Brito, onde chegou há dois anos. Que crescimento competitivo é que tem notado no clube?: “Por comparação com o primeiro ano, acredito que mudou muito a mentalidade. Quando eu cheguei, a maioria do pessoal conciliava o futebol com o trabalho. É totalmente diferente do plantel que temos agora, com malta muito mais jovem, alguns estudam, outros trabalham, mas a maioria vive só do futebol. Querem chegar mais longe e têm o desejo de alcançar ligas maiores e realizar os sonhos deles.”
E que plantel é este, o que é que já deu para perceber que pode valer este grupo de trabalho?: “É um grupo jovem, mas com muita qualidade. E acredito que com a união e muito trabalho, que podemos disputar os primeiros lugares. Juntos, podemos alcançar os objetivos do clube e depois, claro, os objectivos pessoais de cada um.”
Quais as diferenças é que espera que possam acontecer no campeonato por comparação com o último, uma vez que desta vez não competem as equipas da Madeira?: “O factor Madeira é sempre influente, representa viagens cansativas. Mas, temos viagens mais longas, como Montalegre, Vinhais, Chaves B, que já estava na nossa série no ano passado. São equipas mais aguerridas, com muito mais vontade e qualidade. Temos de estar preparados para tudo.”
É o terceiro ano consecutivo no Brito, agora numa circunstância diferente, uma vez que foi constituída a SAD. Tem-se apercebido de algumas mudanças?: “Há algumas mudanças, não muitas. Notamos que há mudanças que já surgem efeito, principalmente dentro do grupo. Acreditamos que pouco a pouco eles vão ajustar as coisas dentro do clube, para ter uma estrutura ainda melhor.”
A nível pessoal o que é que acha que pode dar à equipa?: “Espero continuar a contribuir, primeiro para ajudar a equipa a vencer jogos, seja com golos ou assistências. Entro em campo sempre a pensar em ajudar o Brito, se possível com mais golos e assistências. O principal será sempre alcançar os objetivos propostos para esta época, mas eu sei que as pessoas esperam muito de mim.”
Está em Portugal desde 2018, quando chegou para jogar no Varzim. Vai agora para a terceira época no Brito, é um dos clubes com quem mais se identificou?: “O Brito significa uma mudança total na minha vida. Antes de ir para o Brito só vivia do futebol, só jogava futebol, e ao aceitar a proposta do Brito, também aceitei conciliar o trabalho com o futebol. E quem anda nesta vida de trabalho e futebol sabe que não é fácil conciliar as duas coisas. Para mim foi uma mudança significativa. O Brito foi um projecto que eu gostei muito, identifiquei-me muito bem com as pessoas de lá.”
E esta estadia em Portugal está a corresponder ao que perspectivava?: “Sendo sincero, não. Mas, como em tudo na vida, muitas coisas não acontecem como queremos, por mais que lutemos e corramos atrás. Temos sempre a oportunidade de ir por outros caminhos e trilhar um caminho diferente daquilo que idealizamos. Claro que não idealizava estar agora, com 29 anos, ainda no Campeonato de Portugal – que é um campeonato que eu valorizo muito, competitivo e que tem muita qualidade – porque vim para cá com o objetivo de chegar à Liga. Não me arrependo de nada do que fiz, porque sei que da minha parte tudo o que fiz foi para poder alcançar o sonho que tinha.”
Publicado em: 30/07/2026