A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) iniciou, esta quarta, em Guimarães, a iniciativa «Norte Mais Próximo», com um ciclo de reuniões de trabalho com as entidades intermunicipais de toda a região.
Durante a sessão realizada na sede da Comunidade Intermunicipal do Ave, na qual participaram representantes dos diferentes Municípios, o Presidente da CCDRN adiantou que a reunião serviu de arranque a “uma série de oito visitas”, num périplo iniciado em Guimarães, “num acto simbólico, onde Portugal nasceu e onde o Norte também nasceu”. “É uma feliz coincidência”, apontou Álvaro Santos, ao realçar “a articulação nos próximos quatro anos” com as entidades intermunicipais, “num espírito de colaboração”.
Com a iniciativa Norte Mais Próximo, o responsável sublinhou que a CCDRN proporá à CIM do Ave “um calendário de reuniões para os próximos quatro anos, para estarmos mais próximos e alinhados numa estratégia para prevenirmos problemas e assegurar os desafios que temos pela frente e as oportunidades que temos de aproveitar”.
Nessa estratégia de proximidade, Álvaro Santos destacou a importância dos fundos comunitários. “O PT 2030 tem de ser aproveitado para obras, sendo os municípios os promotores de muitos projectos candidatados e que importa acelerar na execução. Também temos o Plano de Recuperação e Resiliência e outros assuntos como a revisão dos Planos Directores Municipais”, afirmou, fazendo questão de assinalar a necessidade de dar a conhecer a nova orgânica das Comissões de Coordenação. “Estamos a iniciar um novo ciclo com um conjunto de competências alargado, com uma legitimidade reforçada e um quadro de funcionamento que pode beneficiar muito a região Norte. Isto só se faz com trabalho em equipa, com cooperação e colaboração institucional, com diálogo e proximidade. É isso que queremos fazer a partir desta reunião em Guimarães”, frisou.
Após ter felicitado o novo Presidente da CCDRN que iniciou o mandato no final de fevereiro, o Presidente do Conselho Intermunicipal da CIM AVE agradeceu a Álvaro Santos o facto da CIM do Ave ter sido escolhida para a reunião inaugural. “Os municípios precisam da CCDRN forte e muito envolvida nos processos e nas dinâmicas autárquicas. Temos muitos desafios no País, na Europa e no mundo que afectam a vida das instituições e das câmaras municipais. São desafios que se prendem com os fundos comunitários, com o PRR e o PT 2030, precisamos de apoio, de ajuda e de orientações por forma a que possamos ser bem sucedidos e as comunidades possam ser beneficiadas por via destes fundos comunitários que temos de aproveitar. Há desafios de prazos, de concretização de metas de execução, e de desempenho financeiro, o que é muito exigente devido ao aumento dos custos e as repercussões nas várias empreitadas de diversas áreas de intervenções”, assumiu Mário Passos.
O responsável apontou também o novo eixo introduzido no PT 2030 relacionado com a habitação: “precisamos de conhecer as regras e orientações para que rapidamente seja possível iniciar projectos diversos nesta área, mas temos também as escolas e outras áreas com prazos diversos que temos de rever para sermos bem sucedidos”.
Referindo-se ao PRR, o dirigente da CIM do Ave reconhece que “há uma preocupação imensa, fruto das condições meteorológicas que afectaram o País”, ao defender “o desenvolvimento de esforços para serem revistos os prazos das obras”. “Não adianta nada fixar prazos e não serem cumpridos os projectos, ficando as obras por concluir. Os projectos têm de ficar prontos para funcionar e disponíveis para a comunidade”, acrescentou, garantindo: “os presidentes de câmara estão muito envolvidos nestes processos por forma a que os prazos sejam cumpridos, mas um mês ou dois meses faz muita diferença. Estamos em crer que uma reprogramação pode surgir e as obras que deviam terminar a 30 de junho já poderão ir até 31 de agosto, mas se for possível mais um ou dois meses”.
Publicado em: 15/04/2026