O novo treinador do Pevidém, Nélson Silva, revela os motivos que o levaram a aceitar o convite para regressar às competições da Associação de Futebol de Braga. O técnico pretende construir uma equipa competitiva.
O que o motivou a aceitar o convite para treinar o Pevidém?: “A dimensão do clube, o projeto que foi apresentado, o facto das pessoas mostrarem que queriam muito contar comigo, principalmente o Fina, que foi desde a primeira hora quem falou comigo. Aguentou, porque falou comigo antes do meu campeonato acabar e eu, enquanto tivesse objetivos, não falaria com ninguém oir uma questão da ética, naturalmente. Mas, o Fina fez com que as coisas também se realizassem. O projeto é interessante e eu, como sou uma pessoa que gosta de desafios, vou com a minha equipa técnica para Pevidém com muito orgulho e muita vontade de ser feliz.”
O objetivo principal passará por reconduzir o Pevidém ao Campeonato de Portugal depois da queda aos distritais?: “O nosso objetivo, agora, é formar uma equipa competitiva. Temos que ir passo a passo, formar uma equipa competitiva, depois formar um grupo forte, de homens e jogadores, isso é o mais importante. A partir daí teremos micro objetivos para atingir o macro objetivo. Claramente o Pevidém será sempre um candidato, porque já o foi no passado. Depois de cinco ou seis anos nos nacionais, é claro que vai ser um candidato na Associação de Futebol de Braga. Mas, para nos tornarmos um candidato temos que ir passo a passo, criar uma equipa competitiva, formar um grupo forte para depois irmos à procura de vitórias.”
Tem pela frente um grande desafio com a construção de um plantel que irá sofrer uma reformulação assinalável?: “Desde a primeira hora eu disse ao Fina que independentemente de quem fosse o treinador, poderia ser eu ou outro, que eles deveriam fazer trabalho de casa. E eles fizeram isso. Quando eu cheguei, o Pevidém tinha ali um naipe de jogadores que já tinham renovado. A partir daqui vamos fazer, dentro das minhas ideias e das ideias do clube, essa tal equipa competitiva. Nós queremos ter um grupo forte, um grupo de homens fortes, acima de tudo. É muito fácil trabalhar comigo, mas eu gosto de trabalhar com homens, porque senão não nos damos bem uns aos outros. Tem que haver uma comunhão para fazermos um plantel forte, para abraçar numa época que vai ser difícil, porque o Pró-Nacional vai ser complicado este ano. Mas acho que estamos num bom caminho, um caminho longo a percorrer, mas devagar vamos fazer desse caminho também.”
Que nível de exigência é que entende que vai encontrar no campeonato Pró-Nacional?: “O campeonato Pró-Nacional, por si só, é exigente. A Divisão de Honra, por muitos bons clubes que tenha, é uma divisão abaixo e a qualidade dos jogadores não será a mesma. Na época passada estive na Associação de Futebol do Porto, mas percebi, pelo que acompanhei, que o Pró-Nacional já era um mini Campeonato de Portugal. E este ano, com as equipas que desceram, será ainda mais competitivo. Acredito que vamos ter oito a dez candidatos a subir de divisão. Os clubes de Guimarães estão-se a reforçar muito e bem, vamos ver como é que isto agora se desenvolve. Agora, os nomes não ganham jogos, são todos os fatores que contribuem, os bons jogadores contribuem para que as equipas sejam melhores, mas só depois o caminho que se vai fazendo passo a passo é que vai evitar muitas coisas.”
Publicado em: 27/06/2025