O treinador do Pevidém, Nélson Silva, diz que o empate frente ao Ponte, na última jornada do Pró-Nacional foi “uma despedida difícil. Queríamos muito que as coisas fossem diferentes. Infelizmente, não aconteceu assim. Mas, estamos com consciência tranquila, porque tudo fizemos para dignificar o clube e tentar alcançar o objetivo. E este empate também acabou por ser um bocadinho condicionado por aquilo que acontecia à mesma hora no encontro do Maria da Fonte, ao intervalo os jogadores sabiam que o Maria da Fonte estava a ganhar 2-0. Eles perceberem que do outro estava a correr bem para o Maria da Fonte. Mas, ao intervalo passaram-se coisas que não se deviam ter passado, com os jogadores muito cabisbaixos, um bate-boca, coisas do futebol.”
Nélson Silva também deixou algumas críticas: “O que eu quero dizer é que, e claramente que não vou dizer para quem é, é que é muito feio o que se passa no futebol. Felizmente, ando de cada lavada e erguida, porque não devo nada a ninguém. Tenho feito o meu percurso por mim. Mas é muito feio o que acontece. É apenas um jogo, mas era um jogo que valia um campeonato. E quando vejo coisas acontecer que não têm nada a ver com o jogo, têm a ver com a dignidade… mas isso fica para quem serve.”
Sobre o seu futuro, não adiantou pormenores: “É tempo de fazer o balanço. O balanço das coisas positivas, das coisas negativas, fazer introspeções, críticas internas e críticas construtivas. Ao longo da época identificamos muitas coisas, mas, infelizmente as coisas muitas vezes não foram de encontro ao que se desejávamos. Agora, é para parar, refletir e descansar porque foi uma época muito desgastante. Nesta altura ainda não há nada acertado. Não falámos sobre o meu futuro. Não vale a pena falar neste tempo tão próximo também. Não sei se o clube gostaria que eu continuasse. Não sei se eu gostaria de continuar no clube. Foi um prazer treinar o Pevidém.”
Publicado em: 25/05/2026