Luís Pinto confessa que se sentiu injustiçado quando foi demitido do cargo de treinador do Vitória.
Numa entrevista em que aborda a saída de Guimarães, concedida ao site zerozero, o técnico afirma que não sentiu mágoa com a decisão de António Miguel Cardoso. No entanto, diz que se sentiu injustiçado porque defendeu sempre o projeto da Administração da SAD: “Mágoa não existe, nem na altura existiu. Sentimento de justiça ou injustiça é diferente. Aí, claramente que senti que foi uma injustiça enorme. Sempre defendi um projeto, nunca me ninguém viu a colocar em causa as contratações e as saídas, sempre me viram a defender o projeto. Sempre o fiz porque acreditava no projeto. Ao acreditar tanto nisso, todas as minhas decisões passavam pelo futuro do clube e valorizar jogadores. Todas, todas, todas, inclusive a utilização da equipa B era muito nessas perspetiva, cheguei a tomar decisões para conseguirmos valorizar mais a equipa B porque era importante que conseguisse logo a manutenção. O que senti é que sempre defendi o projeto e num momento de maior fragilidade da minha parte, não houve suporte nenhum. Senti injustiça ainda para mais quando já tínhamos conquistado um título para o clube, que era o terceiro do clube e o único que esta Direção tinha. Aí, admito que o sentimento de injustiça foi grande. Não valeu a pena ficar muito tempo preso a esse sentimento porque é futebol”, afirmou o treinador.
Luís Pinto argumenta que quando foi despedido, estava a caminho de conduzir o Vitória à melhor época de sempre. “O que sinto é que num ano em que se ganha um título e em que se podia tornar esta época extremamente positiva – bastava a comunicação ser diferente, e não é só no verbal, mas também no comportamental porque despedir um treinador é comunicar -, deixou de se fazer sentido. Em nove jogos acredito que iríamos fazer nove pontos. Neste momento, o Vitória já está na melhor época de sempre em termos de conjugar duas competições, ganhou uma e passou a barreira dos 40 pontos, que tinha feito na época do Rui Vitória. Iríamos conseguir superar, o Vitória já o conseguiu.”
Na mesma entrevista, Luís Pinto recorda a sua entrada no Vitória, numa altura em que não esperava que Luís Freire fosse despedido. “Saí como todos os outros treinadores saíram do Vitória. Quando vou para o Vitória, não quer dizer que não merecesse mas na minha interpretação o Luís (Freire) não merecia sair depois da segunda volta que fez. Não conseguiu a Europa, mas recuperou oito ou nove pontos, não se percebe a necessidade de isso acontecer. Por isso, não estava à espera de ir para o Vitória em Junho. Aconteceu-nos o que aconteceu com os outros, mas saíamos com um título.”
Publicado em: 07/05/2026