O leilão dos bens da falida Bestitch não foi além dos 3,2 milhões de euros para uma das combinações de venda. Licitação que ficou muito aquém do valor mínimo fixado em mais de quatro milhões de euros.
Nestes termos, a oferta vai ser apreciada pela comissão de credores que poderá rejeitar a oferta.
O mesmo irá acontecer com a oferta para outra das combinações do leilão que registou, como melhor oferta, 650 mil euros, para um valor mínimo de venda de 746 mil.
En causa estavam, respectivamente, o armazém localizado no parque Industrial de Mide, na vila de Lordelo, que tem uma área bruta de construção de 9.792 m2 e máquinas e equipamentos para tinturaria e acabamentos.
A Bestitch encerrou em 2023, depois da administração ter enviado uma carta aos seus cerca de seis dezenas de trabalhadores. A carta justificava o encerramento com “a crise que neste momento atravessa o setor têxtil, afetando a sua tesouraria”.
A empresa recorreu a um Processo Especial de Revitalização (PER) – que não foi homologado, apresentando-se com uma dívida de 25,1 milhões de euros a um total de 210 credores, sendo os maiores o IAPMEI (948 mil euros), a Segurança Social (823 mil euros), o Fisco (107 mil euros) e bancos como o Novo Banco (2,8 milhões de euros), o BBVA (2,6 milhões de euros), o BCP (1,6 milhões de euros) ou o Crédito Agrícola (1,4 milhões), a Vipetrade – Comércio Internacional (4,3 milhões) e a SAD do Vitória de Guimarães (55 mil euros).
A insolvência foi decretada em Maio do ano passado o que determinou a sua liquidação.
Publicado em: 23/07/2025