Skip to content
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de opinião
  • Imobiliária
  • Necrologia
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
Assinatura
Login
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Assinatura
  • Perfil
  • Desporto
  • Bigger
  • Podcasts
  • Artigos de Opinião
  • Necrologia
  • Imobiliária
  • GuimaPress
    • Rádio Santiago
    • Canal 2
    • O Comércio de Guimarães
    • Desportivo de Guimarães
    • Bigger Magazine
    • Guimarães Digital
    • Grupo santiago
  • Assinatura
  • Perfil
Assinatura Digital
Login

L’UOMO VITRUVIANO”

Bolama
Decatlon
Na evidência de que existe passado, às vezes há que revisitá-lo e realinharmo-nos no que de bom dele somos herdeiros; reganhar um sentido de pertença que fez de cada um de nós aquilo que somos no presente da história humana. E sentir que é continuando valores que os antecessores nos legaram na sua romagem milenar (nem sempre pacífica e muitas vezes carregada de escolhos, destruições catastróficas e retrocessos), defendendo-os e melhorando-os, que cumpriremos a missão da espécie.

Assim, no particular das diversidades civilizacionais que ocorrem na superfície de um planeta que, cada vez mais, parece limitado (demasiado liliputiano com e pela progressão científico-tecnológica), o que se nos comete é prosseguir com o aperfeiçoamento e efectiva aplicação desses valores que consideramos fundamentais. Tanto mais que, nós europeus, temos responsabilidade pelas colonizações e similares coacções expansivas de um passado mais ou menos recente; tenham sido elas territoriais ou de outro género. E também a temos porque a nossa distinção cultural (o todo da matriz que concebemos, e que fomos desenvolvendo com o nosso caminhar temporal, a cada momento e quase até à contemporaneidade), exportamo-la um pouco por todo o mundo; e em matéria dos seus valores (impropriamente queridos como universais), as mais das vezes impusemo-los, ainda que, por vezes, com alguma aceitação dos que a eles se tiveram de sujeitar.
A ser assim, importará, pois, determo-nos sobre essa nossa identidade europeia; identidade que, no que concerne ao propósito destas linhas, remonta à antiguidade clássica e à sua raiz grega. E aí, à polis; conceito que nesses recuados idos tinha uma conotação muito sua. É que não se era da polis por se ter nascido nela ou aí se residir, mas tão somente por se pertencer a uma específica comunidade que nela existia e que só ela a constituía; isto porque nem todos os seus habitantes gozavam dos direitos de cidadania e só os que os tinham estavam, por conseguinte, integrados no grupo restrito dos cidadãos (os outros grupos sociais, escravos e metecos, estavam dela excluídos). Ou seja, a polis não era mais do que uma comunidade que, no processo orgânico do seu desenvolvimento para alcançar os objectivos primários de sobrevivência e subsistência (embora a obtenção destes fosse deixada nas mãos dos não cidadãos), lhes acrescentava os de uma gestão, participação política, direcionada para o máximo seu bem viver conquanto comunidade. Transcendendo, portanto, a mera associação familiar e doméstica (oikos – casa), ou a de meros vizinhos (komê – aldeia) e estruturada em duas esferas: a pública e a privada. A primeira a do exercício do bem público, a política e a segunda no dum comportamento condigno, a ética; em qualquer caso intimamente interligadas, porque qualquer delas não é verificável sem a outra. E disso nasciam as regras, a constituição (politeia), para se atingir a plenitude, a excelência, da actividade individual e colectiva: a vida boa (eu zên); a felicidade (eudaimonia). Assim e como se compreenderá, já então, por essa sua intencionalidade de prossecução do bem comum, a política era a actividade mais nobre. Propósito ideal aquele, o de o bem comum (na sempre sua relatividade), que se realça e devemos reter.
Entretanto as cir­cun­voluções foram-se somando e totalizadas já nalguma quantidade, abreviando, quase dois mi­lénios decorridos, emerge o Renascimento. É que condições objectivas concretizadas na Toscânia no final do trecento e sobremaneira no quattrocento, permitiram um regresso ao humanismo (já, de certa forma, antecipado e predicado por Francisco de Assis) e à cultura clássica. Movimento que, depois, se estendeu a toda a Europa e acabou por soterrar a Idade Média. À vol d’oiseau, porque, como sempre, o espaço não dá para mais, destaca-se, a partir dos fins do último século atrás citado, Leonardo. Mestre de muitos saberes, entre eles o desenho, acontece que num dos seus cadernos diários exarou, em sobreposição, a figura de um homem nu, inscrita numa circunferência e num quadrado com os braços mais ou menos elevados e as pernas juntas ou algo abertas. E o porquê da relevância deste desenho sobre tantos outros que nos deixou? Porque aí se delineia o corpo humano numa proporção, entre as suas partes, determinada pelo número irracional Phi (dito, número ou regra de ouro), composição pictórica que, posteriormente, veio a simbolizar o humanismo: do homem como medida, e centro, das atenções. Numa ligeiríssima referência que o nome obriga, dir-se-á apenas que o Mestre retratou as proporções que Vitruvio (Marcus Vitruvius Pollio, romano do sec. I a. c.) relatara no seu tratado De Architectura e atribuíra ao corpo humano.
E mais uma vez a Terra seguiu a voltear, o humanismo foi-se implantado, os reinos foram ampliando as cidadanias, os conceitos sobre aquele foram crescendo até que irrompeu o estrondo de Liberté, Igualité et Fraternité, a Declaration des Droits de L’Homme et du Citoyen, as nações, o acidente da Comuna de Paris, a Revolução Russa, as grandes guerras e, no fim da segunda, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem; cujo preâmbulo (e não só), devia ser de leitura obrigatória no ensino e matéria de catequese, por conter considerações e definir direitos primordiais. Desde logo a primeira consideração do seu Preâmbulo que afirma “… que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.”.
Num conjunto de valores e direitos que, no presente, quotidianamente e perante uma apatia generalizada, vem sendo sucessivamente postergados.
Talvez porque se caiu num laissez faire que tem as suas raízes num materialismo (não confundir com o conceito filosófico do termo, pois, apenas e tão somente é usado como indicativo de uma sobrevalorização dos bens, valores e prazeres materiais) exacerbado, engendrado por um sistema económico que reduz tudo a quantidades monetárias susceptíveis de definir padrões de vida, e consequente estatuto social, e conter todas as aspirações. Nele a economia manda, os TINA subjugam, os autómatos de serviço creem-se deuses de pacotilha e defensores de absolutos científicos que, na sua contingência, não são mais que opções (cifra, p. ex., Maurice Allais), os instrumentos passam a leitmotivs num pleno de circunstâncias que calam qualquer veleidade do primado do bem comum, porque a economia tem, no caso e sempre no sistema, beneficiados interesseiros e não assume, assim e portanto, a devida, e exigida, cura res publica ciceroniana.
Não será tempo de acordar, de recentrar o Homem no, nele e para ele, Humanismo, repescando o velho sentido da polis, agora alargada a todos, como o valor supremo a que tudo se deve subordinar?
 
Óscar Jordão Pires
Fundevila, 4 de Julho de 2018

Publicado em: 10/07/2018

Guimarães Verde Bolama APA Leapmotor VitrusBus
Leapmotor APA Guimarães Verde

Notícias em Vídeo Explorar Mais →

▶

Presidente da A.G. do Vitória apela à presença dos sócios na A.G.E.

Footer Guimarães Digital

Contactos Rápidos

+351 253 421 700
geral@guimaraesdigital.com
Edifício Santiago, Rua Dr. José Sampaio n.º 264, 4810-275 Guimarães
Ficha Técnica Contactos Estatuto Editorial
Copyright © 2026 EPIC Júnior
AO VIVO
A TOCAR AGORA
Aguardando rádio...
Consentimento de cookies e política de privacidade

Para proporcionar a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou aceder a informação do dispositivo. Ao consentir estas tecnologias, permite-nos processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. A recusa ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinadas funcionalidades.

Funcional Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para a finalidade exclusiva de realizar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Statistics
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes. The technical storage or access that is used exclusively for anonymous statistical purposes. Without a subpoena, voluntary compliance on the part of your Internet Service Provider, or additional records from a third party, information stored or retrieved for this purpose alone cannot usually be used to identify you.
Marketing
The technical storage or access is required to create user profiles to send advertising, or to track the user on a website or across several websites for similar marketing purposes.
  • Manage options
  • Manage services
  • Manage {vendor_count} vendors
  • Read more about these purposes
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}