O Tribunal de Guimarães condenou, esta quarta-feira, a 18 anos e seis meses de prisão o homem que, em Fevereiro de 2025, matou a tiro Pedro Oliveira, de 35 anos. Tudo aconteceu num café de Arões, em Fafe, na noite de um domingo.
O arguido, Joaquim Carneiro, de 71 anos, foi ainda condenado a pagar 130 mil euros de indemnização à família da vítima.
Para o Tribunal ficou provado que o arguido actuou com intenção de matar Pedro Oliveira, residente na freguesia de Atães, demonstrando “absoluto desprezo pela vida humana”, tendo ainda destacado a ausência de arrependimento.
A convicção do Tribunal sustentou-se na prova “segura e robusta” dos depoimentos das testemunhas.
O crime teve origem numa alegada dívida antiga relacionada com trabalhos realizados por Joaquim Carneiro ao pai da vítima, há cerca de 30 anos. Uma dívida que o visado negou em Tribunal.
Na sequência da discussão, o arguido muniu-se de uma pistola de pequeno calibre, que trazia no bolso, e efectuou um disparo na direcção da vítima, atingindo-a na zona infra clavicular direita. Na consequência do disparo, Pedro Oliveira, de 35 anos, morreu na esplanada do café café onde ambos se encontravam.
Após os disparos, o seu autor fugiu do local, mas na manhã do dia seguinte entregou-se à Polícia Judiciária numa altura em que se encontrava no Hospital de Fafe, na companhia de uma advogada.
O arguido foi condenado em cúmulo jurídico a 18 anos e meio de prisão pela prática dos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma proibida.
Recorde-se que a morte trágica de Pedro Oliveira deixou a comunidade de Atães “em choque”.
“Era uma jóia de rapaz, calmo e educado com todos, aconteceu esta tragédia e estamos todos em choque”, sublinhou Patrício Araújo, Presidente da União de Freguesias de Atães e Rendufe ouvido na altura pelo Grupo Santiago.
Publicado em: 13/05/2026