O Presidente da Câmara fez um balanço do seu ciclo político, durante a última reunião do actual executivo vimaranense, realizada ontem nas instalações do Instituto 3Bs, no Avepark. Domingos Bragança aproveitou a sessão descentralizada para testemunhar à vereação que a liderança do Município o deixou “de coração cheio”, agradecendo a todas as equipas e eleitos que o acompanharam ao longo dos três mandatos.
“Termino o meu ciclo político de 12 anos como Presidente da Câmara, oito anos como Vice-Presidente e dois anos como vereador, nos quais durante algum tempo exerci funções a tempo parcial. Estou de coração cheio e sinto uma enorme gratidão para com os vimaranenses e para com Guimarães. A gratidão por ter confiado na minha pessoa para liderar a governação política pública de Guimarães, em especial nos dois últimos mandatos que tiveram de tudo: a pandemia da covid-19 e a guerra na Europa. Só o primeiro mandato é que foi estável, do ponto de vista da envolvente externa, mas essas condições tornaram mais intensa esta condição de liderar e servir Guimarães”, continuou, sublinhando: “servir Guimarães é uma honra; é a mais alta distinção que se pode ter, que obriga e compromete a dar o nosso melhor, a mobilizar equipas e os munícipes em diferentes causas, nos propósitos e nos projectos, querendo sempre acrescentar mais ambição. Foi o que tentei fazer e reconheço que só o tempo futuro irá registar de todo”.
Na sua intervenção, o Edil referiu que Guimarães “é uma cidade em que tudo é conquistado, nada é dado, e que essa conquista obriga a uma grande proximidade com as pessoas e com as instituições, numa proximidade no terreno, procurando ser equitativo e justo, atendendo aos anseios de cada um dos vimaranenses”. “Nesses anseios estão as grandes obras estruturantes e transformadoras, por vezes, nem sempre compreendidas e só o tempo as fará compreender, mas também muito das pequenas realizações de acordo com as necessidades de cada um”, observou, assumindo que sempre se preocupou com “a coesão social e territorial”. “A identidade dos vimaranenses não pode ser só a Cidade, tem de ser todo o território e essa coesão obriga a atender à singularidade de cada lugar, de cada freguesia, por todo o território”, expressou, ao justificar que privilegiou o investimento nas áreas da ciência, da educação e da cultura por considerar serem fundamentais, tendo em conta o desígnio da sustentabilidade ambiental. “Defendi sempre a necessidade de termos uma cidade de ciência e universitária, acolhendo todas as instituições que quiseram sediar-se em Guimarães como o IPCA, a Universidade das Nações Unidas, a CESPU e o reforço da Universidade do Minho em Guimarães, sabendo que numa cidade de ciência, em que o seu colectivo tem elevadas qualificações, que poderemos transformar a economia do concelho e da região”, prosseguiu, dando o exemplo dos sectores aeroespacial e da saúde.
“Fi-lo com todo o desprendimento pessoal, procurei na minha liderança ter um conceito base para tudo, alicerçado na honestidade e na prossecução do interesse público, condição necessária para seguir em frente”, acrescentou, agradecendo aos vereadores socialistas e da oposição que o acompanharam durante os três mandatos.
Ricardo Araújo elogia “dedicação”
à causa pública de Domingos Bragança
O balanço feito por Domingos Bragança surgiu após a intervenção do vereador do PSD, Ricardo Araújo. No período antes da ordem do dia, o representante social-democrata
elogiou o Presidente da Câmara “pela dedicação que prestou à causa pública”. “Temos consciência que dedicou muitos anos da sua vida à Câmara Municipal de Guimarães, a Guimarães e aos vimaranenses e particularmente nestes últimos 12 anos, na qualidade de Presidente de Câmara, que creio ser o papel mais nobre que qualquer vimaranense pode ambicionar. O Senhor teve o privilégio de ser Presidente de Câmara de Guimarães e estou certo que o fez com honra, com seriedade, com o empenho que Guimarães merece de um Presidente de Câmara. Essa dedicação à causa pública independentemente das divergências que aqui possam existir tem de ser destacada e elogiada”, realçou Ricardo Araújo.
“Celebrar a democracia é também cada um de nós estar à altura do cargo que exerce, poder e oposição saberem reconhecer o valor daqueles que dedicam a sua vida e parte do seu tempo à causa pública”, continuou, ao manifestar: “a história saberá seguramente dar-lhe o destaque devido na história vimaranense. Não tenho dúvidas, da mesma maneira deixo um elogio e agradecimento aos vereadores do PS que também o fizeram seguramente com muito empenho, dedicação e esforço que colocaram no exercício dessas funções no actual mandato”.
O Vereador do PSD salientou ainda o desempenho dos colegas de vereação na Oposição “que fizeram um trabalho extraordinário, sempre com grande dedicação e esforço pessoal”. “Quem está deste lado é muitas vezes confrontado com a circunstância de cada um ter as suas profissões fora da política, o que não é fácil”, advertiu, deixando ainda o seu reconhecimento aos serviços do Município que acompanham o desenrolar das reuniões do Executivo.
A reunião descentralizada serviu ainda para a realização de uma visita à obra de construção da residência universitária situada no Avepark.
Publicado em: 30/09/2025