Resultados consistentes, projetos inovadores e uma comunidade educativa que faz da sua dimensão uma oportunidade de crescimento e excelência
Onde a Excelência se Constrói
Há escolas que se medem pela dimensão dos edifícios. Outras, pelo número de alunos que acolhem. Algumas exibem laboratórios modernos e instalações desportivas de referência. Tudo isso conta. No entanto, há uma mensuração muito mais exigente e duradoura: a capacidade de transformar vidas.
A excelência não acontece por decreto, não nasce de um regulamento nem de um slogan. A excelência constrói-se, lentamente, a cada dia. Resulta de uma visão educativa consolidada ao longo de décadas, onde a exigência académica nunca foi incompatível com a atenção à pessoa. Pelo contrário. É precisamente porque se acredita nas capacidades de cada aluno que se exige mais de cada um. É precisamente aí que a Escola Secundária Francisco de Holanda encontra a sua verdadeira identidade, um modo de cultura que fabrica afincadamente, porque a excelência académica, ao contrário do que muitas vezes se imagina, raramente nasce de momentos extraordinários, constrói-se aula após aula.
Diariamente, centenas de jovens entram nas suas salas de aula. Chegam com sonhos distintos, talentos diferenciados, dúvidas próprias da idade e expectativas que nem sempre conseguem traduzir em palavras. Uns imaginam ser no futuro médicos, outros engenheiros, investigadores, arquitetos, juristas, economistas, professores ou artistas.
Outros, ainda, procuram simplesmente descobrir o que poderão vir a ser. A escola recebe-os a todos com a mesma convicção: a de que o conhecimento continua a ser o mais poderoso instrumento de liberdade.
Num tempo em que tantas instituições se confrontam com o desafio da massificação, a
ES Francisco de Holanda continua a preservar uma cultura de proximidade. Os alunos
conhecem os professores. Os professores conhecem os alunos. As famílias encontram
interlocutores disponíveis. As dificuldades não passam despercebidas e o mérito nunca
deixa de ser reconhecido.
Num mundo em permanente mudança, onde o conhecimento se renova a uma velocidade sem precedentes e as profissões do futuro ainda estão, muitas vezes, por inventar, educar deixou de significar apenas transmitir conteúdos. Significa formar pessoas capazes de pensar criticamente, de questionar, de investigar, de comunicar, de decidir.
É também essa confiança que explica a reputação que a escola foi conquistando. Ano após ano, continuam a chegar estudantes que procuram um ensino rigoroso, professores comprometidos e um ambiente onde o trabalho, o esforço e a curiosidade intelectual são
encarados como valores essenciais. Os alunos não procuram aqui apenas uma escola onde concluir o ensino secundário; procuram um lugar onde possam preparar-se para os desafios mais exigentes do ensino superior e da vida.
É esta ambição que atravessa o quotidiano da ES Francisco de Holanda. Uma ambição discreta, sem proclamações grandiosas, mas visível nos resultados alcançados, nos percursos dos seus antigos alunos e, sobretudo, na confiança serena com que encara o porvir.
Excelência com Nome Próprio
Há uma imprescindível pergunta, muito simples, e infinitamente mais reveladora: como são os jovens que dali saem?
É na resposta a essa pergunta que a ES Francisco de Holanda encontra uma das suas maiores razões de orgulho.
A excelência académica nesta escola não é um destino pontual, mas o reflexo inevitável de uma cultura de trabalho contínuo, de disciplina e de dedicação inabalável que atravessa toda a comunidade educativa. Todos os anos, dezenas de estudantes concluem aqui o ensino secundário com classificações de topo, atingindo médias de excelência que lhes abrem as portas nas instituições de ensino superior mais competitivas do país.
Estes resultados notáveis não emergem de talentos isolados ou de um percurso facilitado; são, antes, a consequência direta de um ambiente onde a curiosidade intelectual é permanentemente estimulada e onde o esforço individual encontra eco numa estrutura de apoio sólida e motivadora.
Alguns apresentam médias de excelência absoluta. O número impressiona, mas não é esse o dado mais significativo. Por detrás de cada classificação de referência existe uma história feita de persistência, de horas de dedicação, método, organização, curiosidade intelectual, de um envolvimento ativo e crítico nas dinâmicas de sala de aula e nos projetos da escola, há tardes passadas na biblioteca, experiências laboratoriais que despertam novas perguntas, leituras que ultrapassam os programas curriculares, debates que prolongam a reflexão muito para além do toque de saída. e vontade de aprender.
Há também outra constante, repetida por quem por aqui passou: a presença dos professores. Não como meros transmissores de conhecimento, mas como sujeitos que desafiam, acompanham, escutam e acreditam. Professores que sabem quando exigir, mas também quando apoiar; que reconhecem o mérito sem deixar de lembrar que aprender é um processo contínuo; que fazem da proximidade um complemento natural do rigor e acreditam no potencial de cada jovem.
E é essa conjugação entre exigência e confiança que explica por que razão tantos antigos alunos continuam a falar da Xico como um lugar determinante. Recordam conversas, desafios lançados, incentivos recebidos em momentos decisivos e a convicção, tantas vezes transmitida pelos seus professores, de que eram capazes de ir mais longe.
Quando estes alunos seguem para licenciaturas de elevada exigência, seja em Medicina,
Engenharia, Direito, Economia, Arquitetura ou outras áreas de prestígio, levam consigo muito mais do que notas elevadas; transportam as bases inabaláveis de uma formação que privilegia o rigor, a capacidade de superação e a vontade de ir sempre mais longe.
Os testemunhos que se seguem pertencem a jovens que frequentam ou concluíram o ensino secundário com médias elevadíssimas. São percursos excecionais, é certo, mas importa salientar que não constituem casos únicos.
Partilham todos um traço comum: encontraram na ES Francisco de Holanda um espaço onde o talento foi reconhecido, o esforço necessário valorizado e a ambição académica encarada como algo natural.
Clara, 12.º ano Ciências e Tecnologias
Média: 20,0 (Global)
“Desde que me lembro, tenho o sonho de estudar Medicina. Ao longo do meu percurso escolar,
coloquei, muitas vezes, demasiada pressão em mim. No entanto, graças ao apoio dos meus
professores e colegas, aprendi a encarar as falhas com mais leveza, percebendo que são elas que nos permitem crescer e evoluir. Além disso, compreendi que as aprendizagens em sala de aula, apesar de imprescindíveis, não são tudo. A participação em projetos como o Torneio de
Retórica, o Clube Erasmus, as olimpíadas e a Associação de Estudantes permitiu-me desenvolver competências como a liderança, a comunicação, a organização e o trabalho em
equipa. Foram três anos em que fui muito feliz!”
Mafalda, 12.º ano Ciências e Tecnologias
Média: 20,0 (Global)
“Desde cedo compreendi que o estudo é indispensável no caminho para o sucesso. Tive a
enorme sorte de encontrar professores interessados, com vontade de ajudar a aprender, que
organizaram atividades incríveis que me ajudaram e que incentivaram a minha participação em
diferentes atividades, proporcionando-me o desenvolvimento de competências diversas: a
autonomia, o espírito crítico, a comunicação em ciência, a cidadania, a linguística, a literatura e
a arte. Quando, no 10.º ano, a professora Manuela Paredes me convidou para o projeto “Guias
Anne Frank” aceitei imediatamente. Tivemos formação que nos preparou para apresentar, com o exigido rigor e compaixão, a história de Anne Frank e de tantos outros que sofreram nesse trágico momento. Três anos depois, recebemos uma notificação: uma visita de estudo organizada pela Casa Anne Frank à Polónia, também ao campo de Auschwitz. Seriam
selecionados 20 jovens residentes na Europa. Era necessária uma reflexão sobre um tema
relevante: “Os jovens devem conhecer a História para terem um papel ativo e democrático na
sociedade”; e um vídeo onde explicávamos porque deveríamos ser selecionados. E não é que
fomos? No Clube de Erasmus, tive a oportunidade de conhecer novos países, culturas e principalmente pessoas… amigos que levo para a vida. No 12.º ano, fiz parte da Associação de
Estudantes. Se esta escola fosse um livro, seria “O Principezinho” porque nos deixa sonhar mais alto e acreditar que somos capazes de alcançar o melhor que a vida nos pode dar.”
Inês, 12.º ano Artes Visuais
Média: 20,0 (Global)
“Como descrever três anos fugazes, ainda agora terminados, ainda por processar? Cansei-me,
“esfolei-me”, chorei um bocadinho, é verdade. Mas deixei-me voar, mostrar a individualidade
das minhas asas. Isto para quem antes pensava que era animal terrestre!! Ah… se esta escola
fosse um livro, seria uma comédia dramática, das boas, que construiu em mim o sentido de humor necessário para lidar com futuras peripécias!”
Beatriz, 12.º ano: Línguas e Humanidades
Média: 18 valores
“Olhar para trás e ver as metas que alcancei na XICO enche o meu coração de orgulho. Esta escola ensinou-me a ter pensamento crítico, também graças ao Torneio de Retórica; ensinou-me a ser gentil e honesta. Deu-me sorrisos enormes, como na vitória do concurso de escrita do jornal Público, “Vamos Fazer um Plano”; e o Programa Erasmus+ abriu-me a mente para um mundo novo. Esta escola é a minha família de coração. Viro agora esta página no livro da minha vida, mas, de certeza, foi uma das mais bonitas.”
Gustavo, 10.º ano: Ciências Socioeconómicas
Média: 19,6
“Ao longo do 10.º ano, desenvolvi diversas competências, tanto nas aulas como em projetos. Os trabalhos de grupo fortaleceram o meu espírito de equipa e a liderança, enquanto as aulas
estimularam a autonomia e o pensamento crítico. No âmbito da disciplina de Economia A,
participei em várias visitas de estudo. Além disso, integrei o Clube Erasmus+ e realizei duas
mobilidades, experiências enriquecedoras que contribuíram para o meu crescimento pessoal e
autodescoberta. O maior desafio foi reorganizar o estudo após regressar, devido à acumulação
de momentos de avaliação, mas consegui com a compreensão e o apoio dos professores. A
ESFH proporciona um ambiente de colaboração e incentiva cada aluno a alcançar a sua melhor versão.”
Mariana, 12.º ano: Línguas e Humanidades
Média: 18,2
“Apesar das dificuldades, superei-as com dedicação e com o apoio de professores e colegas.
Participei em projetos como “A Empresa”, “Adotar um Idoso”, e outras! Além disso, participei
no Clube Erasmus+ e no Clube de Leitura. Se esta escola fosse um livro, seria “O
Principezinho”, porque me ensinou que as maiores aprendizagens não se encontram apenas nas notas, mas também nas amizades, nos desafios superados e nos valores que levarei comigo para toda a vida.”
Leonor, 12.º ano: Artes Visuais
Média: 19,6
“Ao longo destes anos, tive o privilégio de contribuir para diversos projetos artísticos que
deixaram uma marca na escola e na comunidade, de integrar o Clube Erasmus e de alcançar a
final do Torneio de Retórica. Cresci como estudante e, sobretudo, como pessoa. Agora
ambiciono ingressar na Licenciatura em Design na Faculdade de Arquitetura de Lisboa,
consciente de que esta etapa me deu as bases para enfrentar com confiança os desafios que se seguem. Se a Xico fosse um livro, seria um livro cuja história nunca termina, porque me
ensinou a escrever cada capítulo com empenho, resiliência e a coragem de nunca desistir dos
meus sonhos.
Pedro, 10.º ano: Ciências e Tecnologias
Média: 19,4
“Os professores ajudaram-me muito, incentivando-me a dar o meu melhor e a superar as
dificuldades. Também tive a sorte de fazer parte de uma turma muito unida, o que tornou esta
caminhada mais fácil e especial. Acabo este ano mais confiante e mais preparado para os
desafios do futuro.”
Francisco, 10.º ano: Ciências e Tecnologias
Média: 18,4
“Entrei no secundário com o objetivo de me tornar engenheiro aeroespacial. Apesar deste
objetivo, por vezes, assustar-me, o ambiente escolar faz-me acreditar que, com esforço, vou
conseguir.”
Luciana, 12.º ano: Ciências e Tecnologias
Média: 19,2
“O apoio dos professores foi essencial. Destaco o papel da professora Helena Ferreira, que me
acompanhou, como professora de matemática, durante estes três anos, e que me proporcionou a oportunidade de ir à Grécia no Programa Erasmus+, no qual cresci muito como pessoa. Gosto de poder descrever o secundário como uma experiência que definitivamente me moldou para a vida. Se esta escola fosse um livro, seria por mim relido para sempre.”
Sofia, 11.º ano: Ciências e Tecnologias
Média: 19,6
“Sempre tive objetivos e expectativas elevadas. Tenciono estudar Medicina em Braga. No
entanto, este percurso não foi só marcado por muito estudo. Mobilidades de Erasmus,
olimpíadas diversas, clubes e visitas de estudo… Conciliar o estudo com a vida social não é fácil, mas passa essencialmente por saber gerir o tempo com autonomia.”
Gonçalo, 12.º ano: Artes Visuais
Média: 19,8
“Decidi matricular-me na XICO porque ouvi ótimas referências, também nas Artes Visuais, e,
como pretendo seguir Arquitetura, era a melhor decisão. Foi um período de muito trabalho e
entrega, no entanto, além do esforço, foi um tempo de descobertas, onde pude perceber o que
faz esta escola ser especial: as pessoas. Se esta escola fosse um livro, seria um livro em branco, onde cada aluno é livre de escrever a sua própria história, mas que, por muitas páginas que tenha, nunca seriam suficientes para que tudo ficasse escrito.”
João, 12.º ano: Ciências e Tecnologias
Média: 19,0
“Pretendo estudar Medicina. O apoio dos professores e o ambiente positivo da escola foram
fundamentais para o meu crescimento. A participação em projetos como Erasmus+ permitiu-me
desenvolver competências como o trabalho em equipa, a comunicação, a autonomia e ainda
conhecer pessoas novas. Hoje, sinto-me mais preparado para enfrentar os desafios do ensino
superior.”
Diva, 12.º ano: Artes Visuais
Média: 19,8
“Falar, primeiramente, do estudo, do trabalho, e dos obstáculos que enfrentei e que superei
graças ao apoio dos professores e colegas; referir os prémios de Excelência e Francisco de
Holanda; depois, as visitas de estudo, Erasmus+ e outros projetos, em que foi possível progredir na comunicação e no reforço de valores. Se esta escola fosse um livro, seria “O Principezinho” porque, acima de tudo, revela a importância da dedicação nas escolhas que fazemos.”
Francisca, 12.º ano: Ciências e Tecnologias
Média: 19,0
“Estou no AE Francisco de Holanda desde o primeiro ano. Foi aqui que aprendi a ler, a pintar, a
estudar, que fiz os meus primeiros amigos. Fiz parte do clube de dança, da natação. No
secundário, fiz parte do Clube Erasmus e do Clube de Leitura, andei no teatro, fiz voluntariado.
Aprendi a trabalhar em equipa, a ser mais autónoma e a desenvolver o meu sentido crítico. Se a escola fosse um livro, seria “Anne of Green Gables”, uma vez que, para mim, a escola sempre foi um lugar de crescimento, de amizade e de conforto.”
Estes resultados constituem, naturalmente, motivo de orgulho para toda a comunidade
educativa. Todavia, são encarados com a serenidade de quem sabe que representam
apenas a consequência natural de um trabalho contínuo, desenvolvido ao longo de anos, e nunca um objetivo isolado. Porque, na verdade, a maior conquista da Escola Secundária Francisco de Holanda não se mede apenas pelas médias alcançadas nem pelos cursos universitários onde os seus alunos ingressam, mas também pela qualidade humana e intelectual dos jovens que forma. Jovens preparados para continuar a aprender, para inovar, para liderar e para contribuir, com conhecimento e responsabilidade, para uma sociedade em permanente transformação.
Cursos Científico-Humanísticos: O Roteiro para a Excelência
É esta cultura de exigência intelectual que caracteriza em particular os Cursos
Científico-Humanísticos desta escola que cobre 81% da oferta escolar.
É um ensino que desafia. Cada disciplina destes cursos atua como uma peça indispensável na construção de um pensamento crítico refinado e multifacetado. Nas áreas científicas, promove-se o rigor experimental, a análise de dados e a solidez do raciocínio lógico, competências essenciais para a investigação e a inovação tecnológica.
Paralelamente, nas humanidades e nas artes, a escola expande os horizontes culturais dos seus alunos, refinando a sua capacidade de comunicar com clareza, sensibilidade e profundidade ética. É através desta oferta educativa desafiante, que exige método, disciplina e persistência, que muitos estudantes descobrem capacidades latentes que desconheciam possuir, aprendendo a pensar criticamente, a gerir o tempo, a trabalhar sob pressão e a enfrentar desafios cada vez mais complexos.
Ao serem estimulados a analisar problemas complexos e a encontrarem soluções sustentadas, os alunos da Francisco de Holanda transformam-se em cidadãos preparados para intervirem de forma responsável numa sociedade em permanente mutação, onde o conhecimento crítico é a ferramenta mais valiosa para a liderança e para a inovação.
O Futuro Começa Aqui
E a questão primeira: que pessoas ajuda esta escola a formar?
Numa época marcada pela rapidez da informação, pela inteligência artificial, pelas
transformações tecnológicas e por desafios sociais cada vez mais complexos, a educação continua a ser o investimento mais seguro que uma comunidade pode fazer.
Não apenas porque abre portas ao ensino superior ou ao mercado de trabalho, mas porque forma cidadãos livres, conscientes e preparados para tomarem decisões que influenciarão o mundo de amanhã. É essa responsabilidade que a ES Francisco de Holanda assume todos os dias, porque a excelência não é um ponto de chegada, mas uma forma de caminhar.
Publicado em: 15/07/2026