Diogo Baptista Antunes, sócio nº 2.224 do Vitória, elaborou o manifesto pela “seriedade” e “dignidade” em que solicita à Mesa da Assembleia Geral, à Direção em gestão e ao Conselho Fiscal que no período destinado à elaboração das candidaturas às eleições de 13 de Junho e “em estrita igualdade de circunstâncias entre todas as potenciais listas concorrentes, seja facultada, sob o devido acordo de confidencialidade” informação sobre o atual momento do clube e da SAD.
Naquele manifesto, que pode ser subscrito pelos associados, é solicitado o “Relato Financeiro e Fiscal – Demonstrações Financeiras Consolidadas (Clube e SAD) reportadas a 31 de março de 2026, devidamente auditadas e acompanhadas dos respetivos Pareceres do Conselho Fiscal e Certificação Legal de Contas”, mas também informação sobre o “Endividamento e Passivo – Mapa de Dívida Agregada por Interessados, distinguindo dívida financeira e não financeira, com apresentação do plano de amortização, taxas de juro, encargos acessórios e garantias associadas (colaterais, hipotecas, penhores de receitas).”
Os signatários do manifesto pretendem ainda receber dados sobre os “compromissos Contratuais e Operacionais – Contratos desportivos, contratos com fornecedores estratégicos e contratos de direitos de transmissão e patrocínios, esclarecendo se houve receitas antecipadas ou cedidas a terceiros”; sobre as “Contingências e Responsabilidades – Relatório atualizado de processos judiciais, arbitrais (TAD, FIFA, CAS) e fiscais em curso, com estimativa de probabilidade de perda e impacto financeiro” e ainda sobre o “Planeamento e Tesouraria — Demonstração previsional de fluxos de caixa até ao encerramento do exercício corrente e até dezembro de 2026, identificando as principais necessidades de liquidez e as fontes de financiamento previstas.”
Pode ler-se no mesmo documento que este pedido “não traduz desconfiança”, mas “o seu oposto: é um ato de confiança nas instituições do Clube e na seriedade de quem as serve. É a convicção de que a dignidade com que se serve o Clube se confirma na dignidade com que dele nos despedimos. E é a certeza de que o Conselho Fiscal, que publicamente se comprometeu a reforçar a sua missão de supervisão, encontrará neste pedido a continuação desse compromisso.”
No manifesto, os signatários defendem ainda que “vivemos um momento exigente da vida do Vitória, na sequência da demissão do Presidente da Direção e dos restantes órgãos executivos e de fiscalização. Este momento exige de todos os sócios, dirigentes e candidatos o mesmo compromisso: estar à altura da instituição que servimos.” E estar à altura “significa, antes de mais, agir com verdade. Reconhecer que nenhum projeto sério se constrói sobre informação incompleta, e que nenhum voto livre se exerce sobre realidade desconhecida. Compreender que a transparência é dever estatutário, exigência ética e a primeira forma de respeito por quem, ao longo de gerações, sustentou o Vitória com sacrifício e paixão.”
Publicado em: 28/04/2026