Cerca de 70 docentes, investigadores e trabalhadores da Universidade do Minho assinam um manifesto de repúdio pela recepção do embaixador de Israel em Portugal na Câmara de Guimarães, expressando perplexidade perante a iniciativa.
Os signatários lembram que “a atuação de Israel como potência ocupante da Palestina é reconhecida pela comunidade internacional, dos seus órgãos multilaterais aos cidadãos comuns, como profundamente criminosa e passível de condenação na justiça”.
“O Sr. Oren Rozenblat, recebido tão galhardamente na Câmara de Guimarães, é o representante desse crime no nosso país”, lê-se no documento.
Os signatários questionam se o Presidente da Câmara “terá consciência de que o seu gesto, mesmo que reduzido a um mero acto formal, apenas contribui para obliterar tal situação? Não entenderá que manter uma atitude de ‘business as usual’ significa acatar este nível de violência como algo aceitável que, quer queiramos quer não, levaremos por diante em função dos nossos interesses mútuos? Achará mesmo que um genocídio pode ser apagado por um aperto de mão condescendente?”.
Publicado em: 15/10/2026