Autoria e Leitura da mensagem: Cristiana Marques, Presidente da Delegação de Vale do Ave do Centro para a Vida Independente
Já pensou no valor dos seus pequenos gestos diários?
Escolher o que vestir, sair de casa quando quer, apanhar o autocarro, ler uma ementa ou ir comprar pão sem pedir autorização. Para muitos, são ações banais; para pessoas com deficiência, são conquistas — e, em muitos casos, ainda uma luta diária.
A 5 de maio assinala-se o Dia Europeu da Vida Independente. Viver de forma independente não significa fazer tudo sozinho, mas ter controlo sobre a própria vida e as próprias decisões. Essa autonomia constrói-se desde cedo: na possibilidade de realizar atividades do dia-a-dia, no acesso à educação e aos transportes, e no direito de decidir de forma autónoma ao atingir a maioridade.
No entanto, aquilo que muitos consideram garantido, continua inacessível para muitas pessoas com deficiência, devido a barreiras físicas e atitudes da sociedade. Um espaço que não inclui todos é, por si só, um espaço com deficiência.
Estudar onde se deseja, trabalhar ou simplesmente partilhar uma refeição num restaurante são Direitos Humanos. O direito de escolher, de pertencer e de traçar o próprio caminho deve ser igual para todos — mas ainda está longe de o ser.
Uma sociedade só é verdadeiramente livre quando a autonomia de um é respeitada por todos.
Repito, já pensou no valor dos seus pequenos gestos diários?