Cristina Cepa Carvalho foi eleita este sábado Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães. A Lista A venceu as eleições para os novos corpos sociais da centenária instituição, obtendo 243 votos.
A lista B encabeçada por Laurinda Lemos registou 136 votos.
Participaram nas eleições antecipadas 370 irmãos, de um universo de cerca de 600. Há ainda a assinalar um voto nulo.
As eleições foram convocadas a título extraordinário na sequência da renúncia em bloco dos três órgãos directivos que teve como causa próxima a eleição do Provedor Eduardo Leite para a vereação da Câmara Municipal.
Os resultados serão comunicados à Arquidiocese de Braga que procederá à sua confirmação e só posteriormente será marcada a tomada de posse de Cristina Cepa Carvalho e dos restantes membros dos novos corpos sociais da Santa Casa da Misericórdia.
Em entrevista publicada na edição da passada quarta-feira do jornal O Comércio de Guimarães, a nova Provedora assumiu “dar continuidade ao projecto” do antecessor. “Várias pessoas, nomeadamente elementos da Mesa, pediram-me para ser eu a proponente da lista. Considerei que o trabalho não estava terminado e, como tal, deveria dar continuidade a todas as medidas que tomamos e mais algumas que eu entendo que possam ser implementadas em prol da Misericórdia”, afirmou.
“Com a minha experiência no passado, nomeadamente 12 anos à frente da Misericórdia de Esposende, tenho conhecimento, sei o que se tem passado na área social, ou seja, na Misericórdia e em outras associações, mas considero que é possível ainda dar melhores condições ao nosso cliente, aos nossos trabalhadores, à comunidade, e aproximar-nos de novas valências e novas áreas que possam faltar à nossa população”, acrescentou, vincando que o seu projecto seguirá na continuidade do trabalho de Eduardo Leite.
“As nossas primeiras medidas vão no sentido de mantermos o que estávamos a fazer e projectos que não terminamos. Isto passará, essencialmente, por manter o nosso foco na ERPI e nos Lares. Ao nível da estrutura, temos projectos, nomeadamente para melhorar o Lar Rainha Dona Leonor e o Lar Emídio Guerreiro, já com obras começadas, novos projetos, nomeadamente com pedidos já entrados na Câmara, para uma nova ERPI para ficar situada entre o Hospital Velho e a rotunda da Universidade. Também detectamos que o apoio domiciliário é uma grande necessidade na nossa comunidade, nomeadamente em freguesias. Este apoio domiciliário poderá no futuro vir a ser dinamizado com apoio domiciliário medicalizado, garantido por uma equipa que inclua, também, enfermeiros, médicos e técnicos de saúde. Na área das pessoas com necessidades sociais, também temos detectado a necessidade de abrir mais vagas. Em novas áreas, frutos da Misericórdia ter muito imóveis, estamos a ponderar entrar em novas áreas como co-housing para o envelhecimento activo que promove a autonomia e a interacção social. Também uma das áreas que nós estamos a ponderar entrar é na área da saúde, também com espaços no Hospital Velho, para novas camas medicalizadas, para blocos operatórios, com consultas externas e se calhar, possivelmente, uma área de apoio médico 24 horas por dia, porque temos detectado que no Hospital há dificuldade em aceder à urgência hospitalar”.
Publicado em: 31/01/2026