As aulas de todos os cursos da Universidade do Minho que funcionam no Campus de Gualtar, em Braga, vão ficar suspensas por tempo indeterminado, depois de neste sábado ter sido confirmada a infecção pelo novo coronavírus de um estudante da instituição. Já em Guimarães, as actividades que envolvam um grande número de participantes serão reduzidas “ao mínimo essencial”, anunciou a reitoria da instituição.
O encerramento foi decido, este sábado à noite, pelo reitor Rui Vieira de Castro, numa reunião urgente dos elementos que compõem o Plano de Contingência da Universidade do Minho devido à existência de um caso suspeito de um aluno infectado com Covid-19.
No despacho divulgado após a reunião constam dez recomendações, nomeadamente, que “professores, investigadores, trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão e estudantes oriundos de países com casos confirmados de Covid-19 devem voluntariamente submeter-se a um período de quarentena, de 14 dias, após a sua chegada ao país”.
Os edifícios partilhados como as bibliotecas, cantina e bares, bem como os serviços desportivos, também serão encerrados, de modo a conter a possível propagação da doença entre a comunidade académica. As aulas do curso de Medicina que decorrem foram do Campus, em entidades prestadoras de cuidados de saúde, como hospitais, também foram suspensas.
Em Guimarães, as aulas continuarão a decorrer com normalidade nesses locais, mas a reitoria também aconselhou, num despacho publicado ao final da noite de sábado, a que as actividades que reúnam grupos alargados de pessoas, como conferências ou seminários ou actividades de colaboração no âmbito de investigações científica, “sejam reduzidos ao mínimo essencial”.
Publicado em: 08/03/2020