As postas de bacalhau já estão na água para serem devidamente demolhadas e servidas na tradicional ceia de Natal, organizada pela Irmandade de São Crispim e São Crispiniano, localizada em pleno Centro Histórico de Guimarães.
Como manda a tradição iniciada na Idade Média, em 1315, a denominada Ceia dos Pobres faz parte do compromisso da centenária Instituição, constituindo uma demonstração de solidariedade ímpar que perdura com o esforço das sucessivas direcções da Mesa da Irmandade, com o entusiasmo de grupos de voluntários, assim como o apoio de várias empresas e do Município de Guimarães.
Até ao dia da Consoada, o bacalhau será demolhado, em água que se renovará cuidadosamente para que esteja pronto para ser cozido e servido a quem aparecer para a Ceia de Natal, acompanhado pelas batatas e pelas couves.
O Juiz da Irmandade de São Crispim e São Crispiniano, Dario Silva, acompanhado por José Veloso, Augusto Novais e António Pereira reuniram-se ao final da tarde para lançar as posta de bacalhau à água no recipiente existente para o efeito no local onde será servida a Ceia. “Está tudo organizado e nada faltará a quem aparecer na noite de Consoada”, afiançou Dario Silva.
Para além de 80 quilos de bacalhau, a Irmandade tem já nas suas instalações 75 quilos de batatas e o azeite… As couves, o pão, as bebidas e os doces chegarão nos próximos dias.
A Ceia começará a ser servida a partir das 19 horas, estando assegurada a sua confecção por voluntários que vão cuidar de a elaborar, cozendo os diferentes ingredientes ao lume, ateado a lenha, sentindo-se no interior das instalações um ambiente que nos faz recuar no tempo.
No ano passado, 123 pessoas ali comeram, beberam e confraternizaram na celebração do espírito do Natal.
Publicado em: 20/12/2025